Essa é a diferença entre rapazes e garotas. Nós queremos prazer, corpo, sexo, companhia. Elas também querem. Precisam até, às vezes. Só que nós lutamos por isso, perseguimos, buscamos, buzinamos, compramos bons sapatos, realmente trabalhamos na situação. Não poupamos nossas munições, planejamos estratégias para que a coisa aconteça, preenchemos tabelas com análises de risco, enfim, nós rapazes realmente dedicamos horas e horas sofisticando nosso currículo. Essa lenga-lenga de que os homens não querem compromisso é bobagem. Nunca fazemos sexo sem compromisso. Estamos sempre comprometidos, você sabe, com o sexo.
Não faz mal se ela é uma versão rascunhada da princesa de Mônaco ou se tem tinta vermelha no cabelo, ouve Ramones e passou uma boa temporada na cadeia por sacrificar animais. Nós transamos com garotas desempregadas, nós transamos com baixinhas, transamos com garotas batizadas com o mesmo nome da nossa tia Ambrósia, nós transamos com garotas pelas quais sentimos desprezo, transamos com garotas que não pagam a conta, nós vamos pra cama com garotas de gosto musical horroroso, isso se elas conseguirem reunir forças para evitar por uma hora e meia seus refrões pegajosos do momento. Não importa como, nós estamos lá, tentando as arrastar para algum lugar mais tranquilo e quente.
Não estamos falando de amor, mas também não de promiscuidade. Estamos falando de democracia, de direitos, de experiências, de diversão, de saúde, de integração, de treinamento específico para o caso de precisarmos repovoar o planeta (todo homem acredita no derretimento das calotas polares). Garotas não, geralmente precisam de contexto, de conexão, de parâmetros, de certificados, de enredos, que antes do sexo você doe três cestas básicas a uma família desabrigada ou que você assine duas vias de um documento atestando que rolou porque ela quis, porque ela sentiu vontade espontaneamente, e não porque você teve lá seu charme, suas armas, seus argumentos, força bruta, dinheiro, persuasão ou qualquer outro mérito. Esse é o problema, para elas sexo é algo grande, é algo que exige algum esforço emocional, sexo é... algo.
Admito que para a indústria cosmética não seja bom negócio as garotas se entregarem mais, e acordarem com os sorrisos mais abertos, as bochechas mais rosadas e os traços mais leves. Fora isso, o que elas têm para se preocupar? Com o que o Papa, a vizinha de baixo ou o comitê feminista vai pensar? Com um pequeno aglomerado de celulites? Não sei. Não sei onde elas querem chegar com essas enrolações especulativas. Sei que o Papa, a vizinha de baixo, as feministas não dão a mínima pra elas. E sei que nós não damos a mínima para celulites, pelo menos os que sabem do que se trata. Após tanto engajamento ativo na causa, deveríamos ser mais levados em consideração.
Um blog diferente, de crônicas cotidianas, contos de ficção sobre relacionamentos, mulheres, e homens, viagens, lugares, experiências, opiniões e também sobre outros assuntos, sob um prisma pós nada romântico, bem humorado e diferente. Com releases e releituras, de autoria própria e também de outros autores, com opiniões dos nossos colaboradores, vídeos e playlist de músicas. Connect and Enjoy...
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
domingo, 26 de junho de 2011
Cuidar de Você...
Quando alguém de fora não entende nosso amor, brinco que você é quem me puxa pelo tornozelo quando o caos da cidade parece querer me engolir. Ou mando buscar aquela foto bacana que fiz de você com cara de quem não tem nada a ver com minha paz. Ou peço pra voltar ao maio que cedi meu suéter marrom e fiquei na maior pompa, segurando no osso o frio desgraçado. Ali, sem querer, predisse: vou cuidar de você.
Gosto disso, parece que finalmente sei fazer como ninguém algo nesta vida. Faço questão de estar de plantão naquele santo lugar, se num dia cheio de ambulâncias, buzinaços, marmita, cordões de isolamento, betoneiras e esporros desenrolam um fio de impaciência no teu dia, se a usual alegria recolhe a mão, se a tristeza vira um pedacinho teu.
A chave (que você sempre esquece) na fechadura é tua dor se debruçando em qualquer coisa que não pareça um buraco negro sem fim. Me alegro em pensar que meus braços parecem um tanque de calma que você mergulha quietinha, trêmula, menina. Fica ali, aninhada, lavando as manchas da alma, respirando baixinho minha serena confiança de que tudo fica legal, como se meu peito fosse o último tubo de oxigênio de todos os ambulatórios do planeta.
Sou teu ar, a paixão juvenil que nunca teve, teu anjo, teu sonho, teu fogo, aquele ursinho que caiu no poço quando era uma guriazinha esguia. Tem dias que cuido das tuas costas, outro cuido da bata rosa que adora usar e não sabe passar a ferro, outro cuido do teu mundo perfeito, do filme que vai passar, do teu banho, do teu bastante caldo de feijão com pouco sal, das tuas havaianas 37, encardidas, pretas, perdida na varanda.
Ao chegar mais ou menos pelas dez e meia da noite, quando se apagam as luzes da varanda, quando paira a brisa outonal, quando já compensei todas as merdas do mundo fazendo tudo ou qualquer coisa por você, é a hora que a gente se basta, se encontra sem saber que braço é de quem, pra finalizar o dia com algum aconchego, algum prazer.
Ali renovo outra vez que sempre estarei lá, aqui, do lado da calçada onde passam rasantes os carros, abrindo a lata de atum, medindo gotas de tylenol na colher de sopa. Mas sem palavras, só com os lábios mornos procurando tua nuca no escuro dizendo que vou cuidar de você. Aí, minutos antes de você tapar os olhos de mel e recolher o último sorriso, pergunto o que seria do nosso amor se a gente não fosse tão diferente dos que não regam a rotina de poesia e chá mate leão.
As horas passam e parece até que o sol da manhã sabe que acordei do seu lado, antes de você, sem saber que braço era o meu, que fiquei um tempinho te olhando dormir de boca aberta feito nenê, antes de recomeçar todo sacrilégio com um "vem amor, tá na hora de acordar". É minha ruiva, quem ama, cuida. Será tão difícil os outros entenderem?
via cce...
Gosto disso, parece que finalmente sei fazer como ninguém algo nesta vida. Faço questão de estar de plantão naquele santo lugar, se num dia cheio de ambulâncias, buzinaços, marmita, cordões de isolamento, betoneiras e esporros desenrolam um fio de impaciência no teu dia, se a usual alegria recolhe a mão, se a tristeza vira um pedacinho teu.
A chave (que você sempre esquece) na fechadura é tua dor se debruçando em qualquer coisa que não pareça um buraco negro sem fim. Me alegro em pensar que meus braços parecem um tanque de calma que você mergulha quietinha, trêmula, menina. Fica ali, aninhada, lavando as manchas da alma, respirando baixinho minha serena confiança de que tudo fica legal, como se meu peito fosse o último tubo de oxigênio de todos os ambulatórios do planeta.
Sou teu ar, a paixão juvenil que nunca teve, teu anjo, teu sonho, teu fogo, aquele ursinho que caiu no poço quando era uma guriazinha esguia. Tem dias que cuido das tuas costas, outro cuido da bata rosa que adora usar e não sabe passar a ferro, outro cuido do teu mundo perfeito, do filme que vai passar, do teu banho, do teu bastante caldo de feijão com pouco sal, das tuas havaianas 37, encardidas, pretas, perdida na varanda.
Ao chegar mais ou menos pelas dez e meia da noite, quando se apagam as luzes da varanda, quando paira a brisa outonal, quando já compensei todas as merdas do mundo fazendo tudo ou qualquer coisa por você, é a hora que a gente se basta, se encontra sem saber que braço é de quem, pra finalizar o dia com algum aconchego, algum prazer.
Ali renovo outra vez que sempre estarei lá, aqui, do lado da calçada onde passam rasantes os carros, abrindo a lata de atum, medindo gotas de tylenol na colher de sopa. Mas sem palavras, só com os lábios mornos procurando tua nuca no escuro dizendo que vou cuidar de você. Aí, minutos antes de você tapar os olhos de mel e recolher o último sorriso, pergunto o que seria do nosso amor se a gente não fosse tão diferente dos que não regam a rotina de poesia e chá mate leão.
As horas passam e parece até que o sol da manhã sabe que acordei do seu lado, antes de você, sem saber que braço era o meu, que fiquei um tempinho te olhando dormir de boca aberta feito nenê, antes de recomeçar todo sacrilégio com um "vem amor, tá na hora de acordar". É minha ruiva, quem ama, cuida. Será tão difícil os outros entenderem?
via cce...
sexta-feira, 4 de março de 2011
São as aguas de março...Mas meu amor é de índio...
Trilha Sonora: Amor de Índio - Filho do Livres
Mais um carnaval chegando, muita euforia, muita farra por vir e por aqui muita chuva, pois nesses dias em que São Pedro abriu as torneiras lá em cima com chuva, dia e noite, neblina, garoa, neste início de mês de março, paro para pensar e refletir sobre essa coisa mansa e tranqüila no meu peito, mansa e suave....mansa e tranqüila, mas sempre mansa, sem marear...
Isso realmente me assusta pois como na letra da música, que escolhi como enredo e fundo musical dessa história de amor que hoje eu vivo, retrata exatamente como vai meu espírito, e não a batida descompassada de um axé baiano que era minha vida amorosa, com trocadilhos de nomes de acordo com a semelhança física de alguma ex paquera ou piriguete, com uma cantora ou atriz, tipo a Cláudia Raia ou a Cléo Pires, ou mesmo aquele refrão que todo mundo sem querer canta: vô não, quero não, posso não, minha mulher não deixa não, quero não, não vou não, muito ao contrário de tudo isso, não encontro defeitos, não tenho discussões, muito menos diferenças, ou semelhanças, simplesmente tudo flui...tudo se encaixa...então vou sim, quero sim, posso sim....e minha namorada confia em mim....
Ah, quanto tempo eu procurava essa paz, aconchego, entendimento e satisfação, o sexo é mais gostoso, a fantasia é mais quente, os dias de chuva acompanhados dela, sentindo o cheirinho de café fresco recém coado, com o perfume que lembra melancias frescas e aquela voz rouca no meu ouvido esquerdo que eu tanto eu gosto...
Mas vocês devem estar se perguntando: E aquele cara? E aquele humor ácido e as vezes romântico? Bem, respondo a essas duas perguntas de uma tacada só....Estou apaixonado e amando, pasmem, encontrei aquela garota que me faz suspirar, pensar numa vida a dois, dividir o mesmo teto, trocar alianças....Muitos podem imaginar e até especular, como isso é possível? Aquele cara, melhor ¨O CARA¨ , o que aconteceu? O que faz ele estar assim? Bom, digamos que no momento, estou feliz, e bem resolvido, encontrei uma mulher que não é perfeita, mas que me entende, me apóia e segura a onda quando precisa.
Digamos que depois de muitas noites regadas a whisk, muitos clones de mulheres perfeitamente inventadas por minha mente criativa, esculpidas a forma e perfeição como a Larissa Riquelme, ou a Bruna Surfistinha, mas com uma inteligência de uma Premio Nobel de qualquer coisa e Q.I superior finalmente, meus sonhos viraram realidade de uma forma real, tranqüila e totalmente normal, sem aqueles roteiros de filmes melacuecas, ou glamourosas histórias de amor hollywoodianas, meu roteiro de amor, se basta em um olhar profundo,bem no fundo dos olhos, que incluem passeios a dois, viagens, convivência, dormir e acordar juntos, uma trilha sonora calma e envolvente, todas as coisas simples que meu coração sempre buscou e só agora encontrou na simplicidade daquele jeito de mulher que voltou a ser menina ao meu lado, descobrindo o lado bom da vida, e o prazer infindável que a convivência e cumplicidade nos dá, coisas que não tem preço, só vivendo mesmo....e como sempre digo, simples assim...uma bossa que virou amor...um amor de índio...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Só enquanto eu respirar......
O Teatro Mágico - Só Enquanto Eu Respirar
"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar
Pura poesia simples com melodia que toca e acalma....
sábado, 29 de janeiro de 2011
Num sábado.....
Cristais se quebram. Copos, ventiladores de teto, cd´s do Pet Shop Boys, se estivermos com sorte. Pessoas nunca, a não ser quando esquecem de olhar os dois lados. Mas emocionalmente falando, não. Quem sou eu pra meter o dedo na sua fossa? Ninguém. Você levou um toco e tanto, e pronto. Se machucou, ok. Dói, eu sei. Perdeu sua capacidade de amar, verdade. Ou não. Não existem verdades, apenas pontos de vista, o meu ponto....
Sei bem como funciona, quantas vezes já fui deletado do amor. Muitas. Quis quem não me queria, amei quem enganava, compartilhei unilateralmente, acreditei no sonho cinematográfico um tanto brega tupiniquim, me quebrei, levantei, desisti, contei mentiras, muitas vezes interpretei. Parece propaganda da nextel estrelada pelo Fábio Assunção, mas é só minha versão, talvez parecida ou plagiada de outro...
Você não quebrou a cara, eu não quebrei. Nascemos com a disposição natural para o amor. Falo por você e eu, não pelos bárbaros da história - O ditador lá no Egito, por exemplo. Sim, não conseguimos imaginar viver sem, sentimos saudade, choramos, compramos discos e livros por impulso, atravessamos sábados com calças de abrigo revisando filmes água com açucar - meus favoritos são aquelas que quase dão vontade de chorar, tipo umas que o cara se segura com um suspiro profundo.
Bem, como gosto disso de sofrer com pés na bunda, resolvi amar de novo, a contragosto no início, paladar típico de um desistente. Cafés da manhã românticos, passeios de mão, festas em família, palpites de parentes, distribuição de beijos e mordidas em pezinhos pequenos. Viajamos pelo mundo sem sair de casa. Sabe quando o gostoso da transa se estende ao sono abraçadinhos? Pois é. Além de brega e fisiologicamente errado, porque você se sente incomodado, sua, liga e desliga o ar condicionado e tals,, um prato cheio pra quem quer, mais uma vez, sair com a impressão de que o amor é o diabo com a garganta cortada ou um cão abandonado com cara de pidão.
Eu não estava quebrado, foi só uma interpretação, uma versão daquele ato final. Um sonho curto, ruim e mesquinho dentro do meu sonho maior, longo e aberto - apelidado de vida real, existência, a lucidez com suas esquinas e possibilidades. Eu não me quebrei, só atribui importância demais à oscilação momentânea da minha autoestima, valor demais a mim mesmo, pior, ao objeto dessa dependência psicologicamente física. Uma versão demasiado dramática do meu abandono. Fiz da minha vida uma ópera, um livro, uma grande produção.
Você continua apto e aberto ao amor. A sede não seca. Se as coisas não aconteceram é porque não aconteceram. Pretensão sua achar que se fechou, que pode decidir, dirigir sua vida. Demita sua analista, psicóloga ou psiquiatra, e olhe pros dois lados. Você só está perpetuando sua primeira experiência sobre o fim, cristalizando a primeira lágrima que caiu, como se tudo aquilo que acabou fosse realmente grande, infinito, definitivo.
O amor te feriu como fere uma flecha sem velocidade e impulsão. Ela cai no chão, você junta e enterra no próprio peito. É pena que quer despertar no outro, no próximo, no amado que se foi? Ninguém tem pena de você. Basta nascer para começar a sofrer, tudo é impermanente, não se iluda. O amor é gasoso, invisível, lendário, metafórico, um sonho. E como todo sonho é insólito, não pode ser cadeado em algum outro lugar que não o coração.
Seu coração não quebrou, pelo contrário, é única coisa que ficou intacta. Ele está lá, esperando por outrem. Como o meu, que pulsa melhor que antes. Um dia vou despertar e voltar a me abraçar com a solidão, estou sabendo. Por hora, não. Amanhã. Hoje, sigo sorrindo, chantageado pela minha versão atual. Toda manhã meu sonho acorda dentro de outro sonho. Com um cheiro de café fresco e preguiça de um sábado nublado.....
Transcrito e adaptado CME
Sei bem como funciona, quantas vezes já fui deletado do amor. Muitas. Quis quem não me queria, amei quem enganava, compartilhei unilateralmente, acreditei no sonho cinematográfico um tanto brega tupiniquim, me quebrei, levantei, desisti, contei mentiras, muitas vezes interpretei. Parece propaganda da nextel estrelada pelo Fábio Assunção, mas é só minha versão, talvez parecida ou plagiada de outro...
Você não quebrou a cara, eu não quebrei. Nascemos com a disposição natural para o amor. Falo por você e eu, não pelos bárbaros da história - O ditador lá no Egito, por exemplo. Sim, não conseguimos imaginar viver sem, sentimos saudade, choramos, compramos discos e livros por impulso, atravessamos sábados com calças de abrigo revisando filmes água com açucar - meus favoritos são aquelas que quase dão vontade de chorar, tipo umas que o cara se segura com um suspiro profundo.
Bem, como gosto disso de sofrer com pés na bunda, resolvi amar de novo, a contragosto no início, paladar típico de um desistente. Cafés da manhã românticos, passeios de mão, festas em família, palpites de parentes, distribuição de beijos e mordidas em pezinhos pequenos. Viajamos pelo mundo sem sair de casa. Sabe quando o gostoso da transa se estende ao sono abraçadinhos? Pois é. Além de brega e fisiologicamente errado, porque você se sente incomodado, sua, liga e desliga o ar condicionado e tals,, um prato cheio pra quem quer, mais uma vez, sair com a impressão de que o amor é o diabo com a garganta cortada ou um cão abandonado com cara de pidão.
Eu não estava quebrado, foi só uma interpretação, uma versão daquele ato final. Um sonho curto, ruim e mesquinho dentro do meu sonho maior, longo e aberto - apelidado de vida real, existência, a lucidez com suas esquinas e possibilidades. Eu não me quebrei, só atribui importância demais à oscilação momentânea da minha autoestima, valor demais a mim mesmo, pior, ao objeto dessa dependência psicologicamente física. Uma versão demasiado dramática do meu abandono. Fiz da minha vida uma ópera, um livro, uma grande produção.
Você continua apto e aberto ao amor. A sede não seca. Se as coisas não aconteceram é porque não aconteceram. Pretensão sua achar que se fechou, que pode decidir, dirigir sua vida. Demita sua analista, psicóloga ou psiquiatra, e olhe pros dois lados. Você só está perpetuando sua primeira experiência sobre o fim, cristalizando a primeira lágrima que caiu, como se tudo aquilo que acabou fosse realmente grande, infinito, definitivo.
O amor te feriu como fere uma flecha sem velocidade e impulsão. Ela cai no chão, você junta e enterra no próprio peito. É pena que quer despertar no outro, no próximo, no amado que se foi? Ninguém tem pena de você. Basta nascer para começar a sofrer, tudo é impermanente, não se iluda. O amor é gasoso, invisível, lendário, metafórico, um sonho. E como todo sonho é insólito, não pode ser cadeado em algum outro lugar que não o coração.
Seu coração não quebrou, pelo contrário, é única coisa que ficou intacta. Ele está lá, esperando por outrem. Como o meu, que pulsa melhor que antes. Um dia vou despertar e voltar a me abraçar com a solidão, estou sabendo. Por hora, não. Amanhã. Hoje, sigo sorrindo, chantageado pela minha versão atual. Toda manhã meu sonho acorda dentro de outro sonho. Com um cheiro de café fresco e preguiça de um sábado nublado.....
Transcrito e adaptado CME
domingo, 24 de outubro de 2010
AOS INVEJOSOS, MINHA PIEDADE...AOS IDIOTAS, MEU DESPREZO...
Trilha Sonora para esse texto: E PRECISO SABER VIVER...
A idiotice é vital para a felicidade, assim como a mediocridade...Gente chata essa que quer ser séria,
profunda e visceral sempre.
Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você.
Ignore o que o boçal do seu amigo falso disse.
Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, aquele bigode escroto todos os dias,
inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor,
dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice.
Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?
Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? Quanto tempo faz que você não almoça fora com sua
namorada aos domingos, ou cozinha algo improvisado e gostoso pra ela?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, a conquista a superação de ser melhor...que você foi ontem, ou o simples fato de ser melhor que qualquer pessoa medíocre e limitada, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios".
Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche"
Pessoas mediocres de sentimentos simplesmente invejam isso...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
ESTOU FAZENDO A MINHA PARTE....
Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade.
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.
- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.
- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.
- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira..
Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.
- O Brasil é um pais democrático.. Mentira.
Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.
Democracia isso? Pense !
O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto.... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?? ?
Grande coisa...
O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.
Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:
O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nessa crônica, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!
Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?
FAÇA A SUA PARTE (SE QUISER)
DIVULGUE
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
O dia em que fui corno...
Eu te amo, mas seria burra se não for embora fazer Faculdade de Medicina no Paraguai, compreendi, mesmo porque o Paraguai é bem ali e daria pra ir ve-la todos os meses. Foi então que dias depois ela partiu, chorando colírio colocado previamente, como lágrimas sem dor, sem sal. Uma mala e a mochila levando um laptop, pensei, vou conversar todo dia a noite pelo MSN...Mero engano o meu...Passaram-se algumas semanas e fui dar um confere no tal endereço deixado por ela. Chegando em Assunción depois de 34 paradas para vistoria, peguei um taxi até o endereço escrito no verso de um cartão qualquer, assim sem aviso mesmo, era uns velhos sobrados um do lado do outro transformado em repúblicas e cada um com um nome, resolvi alugar um ao lado do dela.
Vocês devem estar pensando, romântico não? O caralho, ouvi uma voz pastosa de um paraguaio corpulento e nome estranho ¨Un ataúd con ruedas es su cama a las cinco de la tarde. Huesos y flautas suenan en su oído a las cinco de la tarde. El toro ya mugía por su frente a las cinco de la tarde. El cuarto se irisaba de agonía a las cinco de la tarde. A lo lejos ya viene la gangrena a las cinco de la tarde.¨ O filho da puta tava comendo minha namorada e declamando Garcia Lorca??? Piranha do caralho, pensei comigo, ouvindo o gemido dela enquanto todo mundo da faculdade a tivesse comido, quer saber,ainda o folgado metido a Antonio Banderas me chamou de boi, chifrudo, corno, como se soubesse que eu estava ali ao lado ouvindo tudo. Vai se fuder o paraguaio de merda...Só pra vocês entenderem foi ai que descobri meu lado sádico, quando aluguei o apartamento ao lado dela só pra ouvir minha ex gemer como uma vaca.
Pois bem, foi ai que nesse acesso de fúria corniana, acabei me apaixonando pela sósia da Larissa Riquelme, que morava em frente ao meu apartamento, do lado de lá da rua, ela falava tudo enrolado como se tivesse a língua grudada no céu da boca, e eu boiando, mas o detalhe para eu me apaixonar assim foi o detalhe, a bunda. Talvez ela foi a única mulher que eu gostei de ver indo, e se ela quisesse poderia ser uma estrela no Brasil, já que o Brasil é a República da bunda. Mas não foi só isso que me fez apaixonar, foi aquela boca à Angelina Jolie e um cabelo meio índio, os pés pequenos e bonitos e aquele sotaque rouco e um perfume francês ...
O que ela viu em mim não sei mas sempre dizia ¨Me gusta su boca, su cuerpo caliente....¨ Conversar? Conversar pra que, quem papeava eram nossos corpos grudados nas mais diversas posições e a boca, geralmente estava muito ocupada pra falar. Falávamos a língua universal do tesão. E dentro daquele quarto em que mal cabia eu e ela, se colocasse um ovo certamente fritaria de tanto calor que saia de nossos corpos. Alí era uma torre de babel onde a linguagem era o sexo e nossas bocas se beijando a legenda. Quem nos visse andando em plena Plaza das Flores perto do Lago de Ipacaraí diria que nos conhecíamos desde crianças.
Me apresentou a lua azul de Ipacarai, a boêmia noite fresca com seus bares e cantores me apresentou a uma outra face inexplicável do amor, uma face sem palavras ou idioma, tão simples quanto caminhar ao lado dela.
O mundo gira, e a fila anda...
Faz dias que não escrevo, talvez seja por uma correria frenética, ou uma maresia mental, ou mesmo pura preguiça, vontade de curtir um novo espaço, um novo projeto de vida e até mesmo um novo amor.
Nesses dias, pude exercitar (ou deixar de exercitar ) as lembranças de muitas coisas, como se estivesse numa ilha de edição em que os melhores flashes e pessoas passassem pela minha mente, como um longo suspiro de saudade, a namoradinha de nariz empinado de cheirar peido e cabelos loiros encaracolados da minha adolescência, que me deixava de pau duro e saco dolorido de tesão, que alguns dias atrás encontrei por um acaso, em uma loja. Me lembrei do quanto eu gostava daquela garota linda, e vi que antes, eu era apenas um garoto feio, e hoje tenho meu charme e encanto, um certo ar de mistério que as mulheres gostam. Como diria o filósofo nem um pouco sóbrio mas sábio Toninho da Lua, o mundo dá voltas, o mundo dá voltas. Percebi que os anos passaram e os anos transformaram aquela garota linda em uma bela mulher, que pelo olhar de cachorro pidão, se surpreendeu muito mais comigo do que eu com ela.
Nesses dias, pude exercitar (ou deixar de exercitar ) as lembranças de muitas coisas, como se estivesse numa ilha de edição em que os melhores flashes e pessoas passassem pela minha mente, como um longo suspiro de saudade, a namoradinha de nariz empinado de cheirar peido e cabelos loiros encaracolados da minha adolescência, que me deixava de pau duro e saco dolorido de tesão, que alguns dias atrás encontrei por um acaso, em uma loja. Me lembrei do quanto eu gostava daquela garota linda, e vi que antes, eu era apenas um garoto feio, e hoje tenho meu charme e encanto, um certo ar de mistério que as mulheres gostam. Como diria o filósofo nem um pouco sóbrio mas sábio Toninho da Lua, o mundo dá voltas, o mundo dá voltas. Percebi que os anos passaram e os anos transformaram aquela garota linda em uma bela mulher, que pelo olhar de cachorro pidão, se surpreendeu muito mais comigo do que eu com ela.
Me veio a mente as viagens a fazenda, as músicas como TOCANDO EM FRENTE onde eu viajava na voz do Almir Sater. É verdade que toquei a vida em frente como um boiadeiro toca a boiada, eu toquei a vida...Me vieram a mente todas as noites embaixo daquele céu estrelado, ao lado de uma fogueira, em Camapuã, Jardim, ou Machu Pichu, com um vinho velho, mudou o cenário e a companhia, mas as estrelas eram as mesmas.
Essa cólica mental saudosista, sempre me ataca quando estou feliz, tranqüilo, e me serve como um aviso, um post-it pregado a frente dos olhos, me lembrando sempre que mulher bonita demais, dá trabalho demais, stress demais, dor de cabeça demais, tipo mulheres frutas que vemos por ai, e o pior e quando elas perguntam, você quer me ter, ou me comer? Ah filha, os dois vai...Pode ser ou tá dificil? Mulher pode até ser gostosa, safada, cheirosa, mas tem que ter a sua beleza discreta, controlada. Como disse, mulher bonita dá muito trabalho. Depois elas perguntam porque homens colocam apelidos como esses nelas. Um exemplo, você comeria uma melancia inteira, ou dividiria ela? Nem quero ouvir as respostas
Me lembrei também dos melhores momentos com cada mulher, devidamente anotados em um caderninho, caso a memória falhe, (acho difícil) e também de tantas loucuras gostosas que fiz, desde meu primeiro beijo meio forçado (pela garota) numa festa junina, quando eu tinha uns 10 anos, e depois um olho roxo por conta do irmão gordo dela quase 80kg maior que eu, passando por uns perrengues quando inventei uma época, de ser Ricardão, ou Pé de Pano, como acharem melhor. Tudo isso forjou em mim uma tenência impar como profundo conhecedor da natureza feminina, sabendo muito bem o que uma mulher deseja, com o olhar. Ah moleque danado!!!
Affff posso dizer que em meio a tudo isso, essa babilônia de lembranças causadas ou reavivadas por um mero encontro casual, me fez bem, muito bem, muito bem mesmo, obrigado, a fila andou e hoje humildemente falando, to bem na foto.... Que o diga minha ex namoradinha de adolescência que me deixava com dor no saco, e agora ela que ficou com olhar de cachorro pidão.
Agora vai procurar o que fazer...Porque acabou a senha....
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Barriga é barriga...
Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:
A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos.
Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde...
E viva o sedentarismo ocioso!!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!! O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!
E nunca se esqueçam: 'Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal.´
E lembrem-se sempre: Celulite quer dizer - EU SOU GOSTOSA! Em braile.
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