Um blog diferente, de crônicas cotidianas, contos de ficção sobre relacionamentos, mulheres, e homens, viagens, lugares, experiências, opiniões e também sobre outros assuntos, sob um prisma pós nada romântico, bem humorado e diferente. Com releases e releituras, de autoria própria e também de outros autores, com opiniões dos nossos colaboradores, vídeos e playlist de músicas. Connect and Enjoy...
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Minha melhor metade....
A sua melhor metade não respeitas linhas. Pula cordas, desvia de cercas e brinca de subir em árvores para estar com você. Ela não é uma das metades comuns que você encontra pela vida, nem uma das metades que você já esbarrou por aí. Ela é sua, e não de outra pessoa qualquer. A sua melhor metade não te completa, mas te faz companhia. Ela é melhor que uma metade só porque é um inteiro. E se doa por inteiro pra ser mais que um só com você. A sua melhor metade é bonita sem espelho e reflete em você de forma que nenhum deles pode ver. Ela é passageira ou fica pra sempre. Ela já veio ou ainda vai vir ou pode ter ido embora. Mas não adianta que escrevam canções e escrevam roteiros e escrevam histórias e escrevam destino e se esqueçam dos pontos e se esqueçam das vírgulas e se esqueçam de tudo: a sua melhor metade continua sendo sua.
A sua melhor metade nao sabe andar de bicicleta e segura o banco pra você não cair. Ela atravessa a rua ajudando velhinhos e te deixa admirado do outro lado com a bondade. Ela sabe ser gentil com o garçom por natureza e não vai traçar planos e fundos para te impressionar. A sua melhor metade falha e pede desculpas. Ela se fere e se machuca e se perdoa e te perdoa e fala coisas da boca pra fora e bate a porta e vai embora e volta arrependida. Mas é só sua quando olha bem fundo nos seus olhos e começa a rir, porque ela não consegue manter um ar sério perto de você. É que você contagia a sua melhor metade com algum riso, por mais estranho ou alto ou fino ou fora de ritmo ou fora de ordem ou fora de tom que você seja. A sua melhor metade joga no celular aquele joguinho chato e se veste bem dependendo da ocasião. Ela entra em lojas e faz caretas na vitrine e se acha infantil e te dá colo quando você sente falta de casa. Ela é meio criança, assim como você. Ela é teimosa e faz biquinho, independente do sexo, da cor, da religião ou do assunto do momento.
A sua melhor metade canta opera italiana e não fala inglês e lê livros que você nunca ouviu falar. Ela coleciona um montão de lembrancas de lugares e adora tocar o sino da porta da frente pra avisar que chegou. A sua melhor metade é uma surpresa. Porque não sabe quando vem, mas ela vem. E vem com flores ou com vinho ou com rosas ou com aquele vestido-cor-de-mar ou com aquele chapéu engraçado ou vem sem nada e deita com você. Ela é quente e te faz sentir calor no frio e calor em dias de sol. Ela te faz transpirar de alegria, de felicidade, de frio na barriga, de medo de perder, de dor de barriga porque comeu muito bolo de chocolate. Nah…a sua melhor metade é comilona, sim. E você acha graça quando ela se lambuza de chocolate ou faz bigode de café ou suja o nariz de sorvete ou joga creme chantilly no seu rosto ou quando faz a barba de shampoo.
A sua melhor metade não está num conto de fadas, nem num reality show, nem nos tal bares e esquinas e muito menos nessa vida virtual que você leva. Ela tá por aí ou por aqui e não tem nada de encantadora aos olhos dos outros. A sua melhor metade toca flauta e faz um som de vez em quando e você passa direto e parece nem ouvir (mesmo que isso seja dentro de casa). Ela é humana e você se esquece disso às vezes jogando toda a culpa, ou a calma, ou o amor, ou a esperança ou o que quer que seja em cima dela. Mas calma… Não se preocupa. Ela é sua. Tão sua que faz barulho baixinho pra não ter acordar e anda na ponta do pé por aí. Tão sua que fica corada quando você olha de relance e descobre um olhar terno e meio abobado na sua direção. Tão sua que é pura desordem, puro pudor, pura energia e pura fantasia (igualzinha a você). Ela te faz inteiro e te dá a mão no fim do show, da padaria, da roda de samba, do shopping center e te deixa conduzir a coisa toda. A sua melhor metade gosta de te ver dormindo e dorme junto ou do outro lado do mundo pensando em você. Ela é meio suave e calma, meio nostálgica e todas essas coisas que você já sabe de cor. A sua melhor metade, na verdade, é como essa canção de ninar que você toca toda noite. Boa noite, meu bem.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Cada volta é um recomeço...
TRILHA SONORA: AO SOM DE ANNA NALICK....
Acho que te devo um pedido de desculpas.Um não, mil!!! É que nem eu mesmo gostava muito de mim, e ficava meio assustado quando alguém me dizia algo bom aos ouvidos. Você parecia minha amiga, só minha amiga. Você falava como uma amiga. Me cumprimentava como amiga. Me telefonava e me convidava para cinemas como uma amiga. Seu riso era de amiga. O seu abraço era de amiga. Mas eu devia ter desconfiado, seus cabelos sempre tiveram cheiro de namorada. Existe algo errado numa amizade quando o resto do mundo parece chato e nós os únicos legais, os únicos a ver coisas engraçadas nas pessoas ao redor, ou sair pra ver gente feia e se divertir com isso.
Mas, conhecer você e acabar sendo seu parceiro de pipoca e coca-cola é bom. Bom como ler uma letra bonita sem poder escutar a incrível música por trás dela. Como planejar um final de semana pra sair e ficar sem um puto furado no bolso, ficar em casa e mesmo assim se divertir e rir até a barriga doer. Descobrir uma ruazinha bonita no seu bairro e ser assaltado e depois achar o ladrão tomando cerveja. Você é como a chuva no meu churrasco. Você é o show do Toiço e do Frango que não consigo ver porque eu acho muito gay. Você é a deliciosa torta de chocolate e limão que para comer eu preciso estar presente no aniversário de 90 anos de alguma conhecida da minha mãe. Sou alguma panicat tentando converter um gay em "A Razão do Meu Afeto". Você é minha pipa enrolada nos fios de alta-tensão. Você é meu peixe novo que morreu na primeira semana. Você é o irmão gêmeo malvado que eu descobri a existência. Você é o game "Fifa 2016" que nem foi lançado e custa quase dois mil legais no Paraguay. Você é como uma baleia em extinção querendo viver na minha piscina de mil litros. É como se eu finalmente aprendesse a voar e você fosse a Kriptonita. Eu sou o país independente que você não deixa em paz. Você é o braço que eu perdi tentando andar de bicicleta novamente. Você é o Barcelona vs Real Madrid que não passa na minha tevê. Sou o Midas louco pra te beijar a boca sabendo que tudo que ponho a mão vira ouro. É como abrir minha lata de refrigerante e descobrir um camondongo morto boiando dentro. É como criar coragem pra subir no palco cantar "Love me Tender" e lá de cima enxergar você no guichê, pagando pra ir embora.
Sei que andei falando coisas sem pensar. Me esforcei pra deixar quieto, ficar de boca calada, não fazer merda. Quase deu certo. Você sabe, sou meio bicudo, enjoado. Olha, sei que andei falhando todas essas vezes, nos últimos meses. Em minha defesa, não era bem eu. Só estava tentando ser uma outra coisa, sei lá, algo que pudesse merecer você. Como eu poderia adivinhar que alguém como você gostaria de mim, assim desse jeito atrapalhado e muitas vezes chato pra caraio que eu sou? Vamos ser sinceros, pra conquistar você tinha de ser de rali de regularidade, bater o tempo todos os dias, cuidar da checagem, do tempo. Contando só a arrancada eu não teria a menor chance.
Um dia, eu sei, você vai entender os meus motivos. E talvez eu os entenda também. Você estava meio etílica pelas amarguras da vida, mas sei que foi honesta, pelo menos na hora em que disse aqueles troços. Não sei o nome disso que estamos sentindo um pelo outro e também não me importa. Pode ser o ápice ou o precipício, e tudo bem. E também não sei se teremos habilidade para cultivar isso por três semanas ou por três décadas inteiras. Só sei que agora estou interessado em saber como será o próximo passo.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Rede Social ou sexual???
TRILHA SONORA PARA ESSE POST
Fazia tempo que não escrevia sobre o cotidiano, pois estava e ainda estou, digamos, em uma completa e satisfeita preguiça mental, devido a um amor totalmente correspondido e dias e mais dias de carinho, noites e dias dormindo e acordando juntinhos, café na cama, sexo da melhor qualidade, com muitos planos a dois, projetos e a coisa fluindo, mas hoje, e exatamente hoje, me bateu uma certa inquietação, um certo quê curiosidade, de perceber o quanto a felicidade alheia provoca nas outras pessoas.
Vi frases nas redes sociais do tipo: NÃO POSTE SUA FELICIDADE, A INVEJA TEM FACEBOOK, vi também fotos de casais apaixonados, mas que se todo mundo observar, ou a foto é antiga, ou se for recente, foi tirada antes de se separarem, pois tem uma foto dela no facebook da amiga beijando outro, e mesmo estando eu contrariado, vejo que tal frase tem um certo fundamento. Falo isso porque fiz o seguinte, somente para constatar minha teoria, reativei um perfil em uma rede de encontros, e coloquei meus dados, todos verdadeiros, inclusive com fotos, e uma anotação inquietante, no estado civil, casado, e em outro campo, coloquei a seguinte frase: a procura de mulheres interessantes independentes, com cabeça aberta, pronta para novas aventuras ou apenas um lance, sem compromisso, apenas sexo etc e tal. Foi o que bastou para chover de mensagem, algumas curiosas, algumas estranhas, outras totalmente sem noção ou indignadas, mas a maioria com muita curiosidade de ter um romance ou testar seu poder de sedução, saber qual que é o lereado ou apenas para estragar ou importunar.
Sexo é bom? Claro que é, desde que você saiba exatamente o que quer, e isso o homem sabe exatamente o quer, sexo. A mulher muitas das vezes não, me desculpem as mulheres, elas querem romance, ou competição, mulher não se arruma ou compra lingerie sensual para se despir para o homem naquele momento, mulher quer mostrar para outra mulher, que tá mais arrumada, maquiada, com o melhor sapato e está mais gostosa ou a mais foderástica. Meu conselho: Quer romance? Compre um livro porque em uma rede de encontros virtuais, 99.9% dos homens sabem muito bem o que querem, sexo, pouco ou muito, mas com qualidade e tesão.
Ah e para não fugir do assunto, sem querer dar conselhos, a felicidade está no que realmente vale a pena, uma xícara de café ou uma foto significante a dois, a felicidade se vive todos os dias em pequenas doses de companheirismo, amor, e gestos simples. Grandes roteiros, viagens para a Itália a bordo de um transatlântico que pode afundar ou te marear, são coisas de Hollywood, cenas para se ver no cinema comendo pipoca, a vida não imita a ficção...
Fazia tempo que não escrevia sobre o cotidiano, pois estava e ainda estou, digamos, em uma completa e satisfeita preguiça mental, devido a um amor totalmente correspondido e dias e mais dias de carinho, noites e dias dormindo e acordando juntinhos, café na cama, sexo da melhor qualidade, com muitos planos a dois, projetos e a coisa fluindo, mas hoje, e exatamente hoje, me bateu uma certa inquietação, um certo quê curiosidade, de perceber o quanto a felicidade alheia provoca nas outras pessoas.
Vi frases nas redes sociais do tipo: NÃO POSTE SUA FELICIDADE, A INVEJA TEM FACEBOOK, vi também fotos de casais apaixonados, mas que se todo mundo observar, ou a foto é antiga, ou se for recente, foi tirada antes de se separarem, pois tem uma foto dela no facebook da amiga beijando outro, e mesmo estando eu contrariado, vejo que tal frase tem um certo fundamento. Falo isso porque fiz o seguinte, somente para constatar minha teoria, reativei um perfil em uma rede de encontros, e coloquei meus dados, todos verdadeiros, inclusive com fotos, e uma anotação inquietante, no estado civil, casado, e em outro campo, coloquei a seguinte frase: a procura de mulheres interessantes independentes, com cabeça aberta, pronta para novas aventuras ou apenas um lance, sem compromisso, apenas sexo etc e tal. Foi o que bastou para chover de mensagem, algumas curiosas, algumas estranhas, outras totalmente sem noção ou indignadas, mas a maioria com muita curiosidade de ter um romance ou testar seu poder de sedução, saber qual que é o lereado ou apenas para estragar ou importunar.
Sexo é bom? Claro que é, desde que você saiba exatamente o que quer, e isso o homem sabe exatamente o quer, sexo. A mulher muitas das vezes não, me desculpem as mulheres, elas querem romance, ou competição, mulher não se arruma ou compra lingerie sensual para se despir para o homem naquele momento, mulher quer mostrar para outra mulher, que tá mais arrumada, maquiada, com o melhor sapato e está mais gostosa ou a mais foderástica. Meu conselho: Quer romance? Compre um livro porque em uma rede de encontros virtuais, 99.9% dos homens sabem muito bem o que querem, sexo, pouco ou muito, mas com qualidade e tesão.
Ah e para não fugir do assunto, sem querer dar conselhos, a felicidade está no que realmente vale a pena, uma xícara de café ou uma foto significante a dois, a felicidade se vive todos os dias em pequenas doses de companheirismo, amor, e gestos simples. Grandes roteiros, viagens para a Itália a bordo de um transatlântico que pode afundar ou te marear, são coisas de Hollywood, cenas para se ver no cinema comendo pipoca, a vida não imita a ficção...
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
A insustentável leveza do sexo...
Essa é a diferença entre rapazes e garotas. Nós queremos prazer, corpo, sexo, companhia. Elas também querem. Precisam até, às vezes. Só que nós lutamos por isso, perseguimos, buscamos, buzinamos, compramos bons sapatos, realmente trabalhamos na situação. Não poupamos nossas munições, planejamos estratégias para que a coisa aconteça, preenchemos tabelas com análises de risco, enfim, nós rapazes realmente dedicamos horas e horas sofisticando nosso currículo. Essa lenga-lenga de que os homens não querem compromisso é bobagem. Nunca fazemos sexo sem compromisso. Estamos sempre comprometidos, você sabe, com o sexo.
Não faz mal se ela é uma versão rascunhada da princesa de Mônaco ou se tem tinta vermelha no cabelo, ouve Ramones e passou uma boa temporada na cadeia por sacrificar animais. Nós transamos com garotas desempregadas, nós transamos com baixinhas, transamos com garotas batizadas com o mesmo nome da nossa tia Ambrósia, nós transamos com garotas pelas quais sentimos desprezo, transamos com garotas que não pagam a conta, nós vamos pra cama com garotas de gosto musical horroroso, isso se elas conseguirem reunir forças para evitar por uma hora e meia seus refrões pegajosos do momento. Não importa como, nós estamos lá, tentando as arrastar para algum lugar mais tranquilo e quente.
Não estamos falando de amor, mas também não de promiscuidade. Estamos falando de democracia, de direitos, de experiências, de diversão, de saúde, de integração, de treinamento específico para o caso de precisarmos repovoar o planeta (todo homem acredita no derretimento das calotas polares). Garotas não, geralmente precisam de contexto, de conexão, de parâmetros, de certificados, de enredos, que antes do sexo você doe três cestas básicas a uma família desabrigada ou que você assine duas vias de um documento atestando que rolou porque ela quis, porque ela sentiu vontade espontaneamente, e não porque você teve lá seu charme, suas armas, seus argumentos, força bruta, dinheiro, persuasão ou qualquer outro mérito. Esse é o problema, para elas sexo é algo grande, é algo que exige algum esforço emocional, sexo é... algo.
Admito que para a indústria cosmética não seja bom negócio as garotas se entregarem mais, e acordarem com os sorrisos mais abertos, as bochechas mais rosadas e os traços mais leves. Fora isso, o que elas têm para se preocupar? Com o que o Papa, a vizinha de baixo ou o comitê feminista vai pensar? Com um pequeno aglomerado de celulites? Não sei. Não sei onde elas querem chegar com essas enrolações especulativas. Sei que o Papa, a vizinha de baixo, as feministas não dão a mínima pra elas. E sei que nós não damos a mínima para celulites, pelo menos os que sabem do que se trata. Após tanto engajamento ativo na causa, deveríamos ser mais levados em consideração.
Não faz mal se ela é uma versão rascunhada da princesa de Mônaco ou se tem tinta vermelha no cabelo, ouve Ramones e passou uma boa temporada na cadeia por sacrificar animais. Nós transamos com garotas desempregadas, nós transamos com baixinhas, transamos com garotas batizadas com o mesmo nome da nossa tia Ambrósia, nós transamos com garotas pelas quais sentimos desprezo, transamos com garotas que não pagam a conta, nós vamos pra cama com garotas de gosto musical horroroso, isso se elas conseguirem reunir forças para evitar por uma hora e meia seus refrões pegajosos do momento. Não importa como, nós estamos lá, tentando as arrastar para algum lugar mais tranquilo e quente.
Não estamos falando de amor, mas também não de promiscuidade. Estamos falando de democracia, de direitos, de experiências, de diversão, de saúde, de integração, de treinamento específico para o caso de precisarmos repovoar o planeta (todo homem acredita no derretimento das calotas polares). Garotas não, geralmente precisam de contexto, de conexão, de parâmetros, de certificados, de enredos, que antes do sexo você doe três cestas básicas a uma família desabrigada ou que você assine duas vias de um documento atestando que rolou porque ela quis, porque ela sentiu vontade espontaneamente, e não porque você teve lá seu charme, suas armas, seus argumentos, força bruta, dinheiro, persuasão ou qualquer outro mérito. Esse é o problema, para elas sexo é algo grande, é algo que exige algum esforço emocional, sexo é... algo.
Admito que para a indústria cosmética não seja bom negócio as garotas se entregarem mais, e acordarem com os sorrisos mais abertos, as bochechas mais rosadas e os traços mais leves. Fora isso, o que elas têm para se preocupar? Com o que o Papa, a vizinha de baixo ou o comitê feminista vai pensar? Com um pequeno aglomerado de celulites? Não sei. Não sei onde elas querem chegar com essas enrolações especulativas. Sei que o Papa, a vizinha de baixo, as feministas não dão a mínima pra elas. E sei que nós não damos a mínima para celulites, pelo menos os que sabem do que se trata. Após tanto engajamento ativo na causa, deveríamos ser mais levados em consideração.
domingo, 26 de junho de 2011
Cuidar de Você...
Quando alguém de fora não entende nosso amor, brinco que você é quem me puxa pelo tornozelo quando o caos da cidade parece querer me engolir. Ou mando buscar aquela foto bacana que fiz de você com cara de quem não tem nada a ver com minha paz. Ou peço pra voltar ao maio que cedi meu suéter marrom e fiquei na maior pompa, segurando no osso o frio desgraçado. Ali, sem querer, predisse: vou cuidar de você.
Gosto disso, parece que finalmente sei fazer como ninguém algo nesta vida. Faço questão de estar de plantão naquele santo lugar, se num dia cheio de ambulâncias, buzinaços, marmita, cordões de isolamento, betoneiras e esporros desenrolam um fio de impaciência no teu dia, se a usual alegria recolhe a mão, se a tristeza vira um pedacinho teu.
A chave (que você sempre esquece) na fechadura é tua dor se debruçando em qualquer coisa que não pareça um buraco negro sem fim. Me alegro em pensar que meus braços parecem um tanque de calma que você mergulha quietinha, trêmula, menina. Fica ali, aninhada, lavando as manchas da alma, respirando baixinho minha serena confiança de que tudo fica legal, como se meu peito fosse o último tubo de oxigênio de todos os ambulatórios do planeta.
Sou teu ar, a paixão juvenil que nunca teve, teu anjo, teu sonho, teu fogo, aquele ursinho que caiu no poço quando era uma guriazinha esguia. Tem dias que cuido das tuas costas, outro cuido da bata rosa que adora usar e não sabe passar a ferro, outro cuido do teu mundo perfeito, do filme que vai passar, do teu banho, do teu bastante caldo de feijão com pouco sal, das tuas havaianas 37, encardidas, pretas, perdida na varanda.
Ao chegar mais ou menos pelas dez e meia da noite, quando se apagam as luzes da varanda, quando paira a brisa outonal, quando já compensei todas as merdas do mundo fazendo tudo ou qualquer coisa por você, é a hora que a gente se basta, se encontra sem saber que braço é de quem, pra finalizar o dia com algum aconchego, algum prazer.
Ali renovo outra vez que sempre estarei lá, aqui, do lado da calçada onde passam rasantes os carros, abrindo a lata de atum, medindo gotas de tylenol na colher de sopa. Mas sem palavras, só com os lábios mornos procurando tua nuca no escuro dizendo que vou cuidar de você. Aí, minutos antes de você tapar os olhos de mel e recolher o último sorriso, pergunto o que seria do nosso amor se a gente não fosse tão diferente dos que não regam a rotina de poesia e chá mate leão.
As horas passam e parece até que o sol da manhã sabe que acordei do seu lado, antes de você, sem saber que braço era o meu, que fiquei um tempinho te olhando dormir de boca aberta feito nenê, antes de recomeçar todo sacrilégio com um "vem amor, tá na hora de acordar". É minha ruiva, quem ama, cuida. Será tão difícil os outros entenderem?
via cce...
Gosto disso, parece que finalmente sei fazer como ninguém algo nesta vida. Faço questão de estar de plantão naquele santo lugar, se num dia cheio de ambulâncias, buzinaços, marmita, cordões de isolamento, betoneiras e esporros desenrolam um fio de impaciência no teu dia, se a usual alegria recolhe a mão, se a tristeza vira um pedacinho teu.
A chave (que você sempre esquece) na fechadura é tua dor se debruçando em qualquer coisa que não pareça um buraco negro sem fim. Me alegro em pensar que meus braços parecem um tanque de calma que você mergulha quietinha, trêmula, menina. Fica ali, aninhada, lavando as manchas da alma, respirando baixinho minha serena confiança de que tudo fica legal, como se meu peito fosse o último tubo de oxigênio de todos os ambulatórios do planeta.
Sou teu ar, a paixão juvenil que nunca teve, teu anjo, teu sonho, teu fogo, aquele ursinho que caiu no poço quando era uma guriazinha esguia. Tem dias que cuido das tuas costas, outro cuido da bata rosa que adora usar e não sabe passar a ferro, outro cuido do teu mundo perfeito, do filme que vai passar, do teu banho, do teu bastante caldo de feijão com pouco sal, das tuas havaianas 37, encardidas, pretas, perdida na varanda.
Ao chegar mais ou menos pelas dez e meia da noite, quando se apagam as luzes da varanda, quando paira a brisa outonal, quando já compensei todas as merdas do mundo fazendo tudo ou qualquer coisa por você, é a hora que a gente se basta, se encontra sem saber que braço é de quem, pra finalizar o dia com algum aconchego, algum prazer.
Ali renovo outra vez que sempre estarei lá, aqui, do lado da calçada onde passam rasantes os carros, abrindo a lata de atum, medindo gotas de tylenol na colher de sopa. Mas sem palavras, só com os lábios mornos procurando tua nuca no escuro dizendo que vou cuidar de você. Aí, minutos antes de você tapar os olhos de mel e recolher o último sorriso, pergunto o que seria do nosso amor se a gente não fosse tão diferente dos que não regam a rotina de poesia e chá mate leão.
As horas passam e parece até que o sol da manhã sabe que acordei do seu lado, antes de você, sem saber que braço era o meu, que fiquei um tempinho te olhando dormir de boca aberta feito nenê, antes de recomeçar todo sacrilégio com um "vem amor, tá na hora de acordar". É minha ruiva, quem ama, cuida. Será tão difícil os outros entenderem?
via cce...
sexta-feira, 4 de março de 2011
São as aguas de março...Mas meu amor é de índio...
Trilha Sonora: Amor de Índio - Filho do Livres
Mais um carnaval chegando, muita euforia, muita farra por vir e por aqui muita chuva, pois nesses dias em que São Pedro abriu as torneiras lá em cima com chuva, dia e noite, neblina, garoa, neste início de mês de março, paro para pensar e refletir sobre essa coisa mansa e tranqüila no meu peito, mansa e suave....mansa e tranqüila, mas sempre mansa, sem marear...
Isso realmente me assusta pois como na letra da música, que escolhi como enredo e fundo musical dessa história de amor que hoje eu vivo, retrata exatamente como vai meu espírito, e não a batida descompassada de um axé baiano que era minha vida amorosa, com trocadilhos de nomes de acordo com a semelhança física de alguma ex paquera ou piriguete, com uma cantora ou atriz, tipo a Cláudia Raia ou a Cléo Pires, ou mesmo aquele refrão que todo mundo sem querer canta: vô não, quero não, posso não, minha mulher não deixa não, quero não, não vou não, muito ao contrário de tudo isso, não encontro defeitos, não tenho discussões, muito menos diferenças, ou semelhanças, simplesmente tudo flui...tudo se encaixa...então vou sim, quero sim, posso sim....e minha namorada confia em mim....
Ah, quanto tempo eu procurava essa paz, aconchego, entendimento e satisfação, o sexo é mais gostoso, a fantasia é mais quente, os dias de chuva acompanhados dela, sentindo o cheirinho de café fresco recém coado, com o perfume que lembra melancias frescas e aquela voz rouca no meu ouvido esquerdo que eu tanto eu gosto...
Mas vocês devem estar se perguntando: E aquele cara? E aquele humor ácido e as vezes romântico? Bem, respondo a essas duas perguntas de uma tacada só....Estou apaixonado e amando, pasmem, encontrei aquela garota que me faz suspirar, pensar numa vida a dois, dividir o mesmo teto, trocar alianças....Muitos podem imaginar e até especular, como isso é possível? Aquele cara, melhor ¨O CARA¨ , o que aconteceu? O que faz ele estar assim? Bom, digamos que no momento, estou feliz, e bem resolvido, encontrei uma mulher que não é perfeita, mas que me entende, me apóia e segura a onda quando precisa.
Digamos que depois de muitas noites regadas a whisk, muitos clones de mulheres perfeitamente inventadas por minha mente criativa, esculpidas a forma e perfeição como a Larissa Riquelme, ou a Bruna Surfistinha, mas com uma inteligência de uma Premio Nobel de qualquer coisa e Q.I superior finalmente, meus sonhos viraram realidade de uma forma real, tranqüila e totalmente normal, sem aqueles roteiros de filmes melacuecas, ou glamourosas histórias de amor hollywoodianas, meu roteiro de amor, se basta em um olhar profundo,bem no fundo dos olhos, que incluem passeios a dois, viagens, convivência, dormir e acordar juntos, uma trilha sonora calma e envolvente, todas as coisas simples que meu coração sempre buscou e só agora encontrou na simplicidade daquele jeito de mulher que voltou a ser menina ao meu lado, descobrindo o lado bom da vida, e o prazer infindável que a convivência e cumplicidade nos dá, coisas que não tem preço, só vivendo mesmo....e como sempre digo, simples assim...uma bossa que virou amor...um amor de índio...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Só enquanto eu respirar......
O Teatro Mágico - Só Enquanto Eu Respirar
"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar
Pura poesia simples com melodia que toca e acalma....
sábado, 29 de janeiro de 2011
Num sábado.....
Cristais se quebram. Copos, ventiladores de teto, cd´s do Pet Shop Boys, se estivermos com sorte. Pessoas nunca, a não ser quando esquecem de olhar os dois lados. Mas emocionalmente falando, não. Quem sou eu pra meter o dedo na sua fossa? Ninguém. Você levou um toco e tanto, e pronto. Se machucou, ok. Dói, eu sei. Perdeu sua capacidade de amar, verdade. Ou não. Não existem verdades, apenas pontos de vista, o meu ponto....
Sei bem como funciona, quantas vezes já fui deletado do amor. Muitas. Quis quem não me queria, amei quem enganava, compartilhei unilateralmente, acreditei no sonho cinematográfico um tanto brega tupiniquim, me quebrei, levantei, desisti, contei mentiras, muitas vezes interpretei. Parece propaganda da nextel estrelada pelo Fábio Assunção, mas é só minha versão, talvez parecida ou plagiada de outro...
Você não quebrou a cara, eu não quebrei. Nascemos com a disposição natural para o amor. Falo por você e eu, não pelos bárbaros da história - O ditador lá no Egito, por exemplo. Sim, não conseguimos imaginar viver sem, sentimos saudade, choramos, compramos discos e livros por impulso, atravessamos sábados com calças de abrigo revisando filmes água com açucar - meus favoritos são aquelas que quase dão vontade de chorar, tipo umas que o cara se segura com um suspiro profundo.
Bem, como gosto disso de sofrer com pés na bunda, resolvi amar de novo, a contragosto no início, paladar típico de um desistente. Cafés da manhã românticos, passeios de mão, festas em família, palpites de parentes, distribuição de beijos e mordidas em pezinhos pequenos. Viajamos pelo mundo sem sair de casa. Sabe quando o gostoso da transa se estende ao sono abraçadinhos? Pois é. Além de brega e fisiologicamente errado, porque você se sente incomodado, sua, liga e desliga o ar condicionado e tals,, um prato cheio pra quem quer, mais uma vez, sair com a impressão de que o amor é o diabo com a garganta cortada ou um cão abandonado com cara de pidão.
Eu não estava quebrado, foi só uma interpretação, uma versão daquele ato final. Um sonho curto, ruim e mesquinho dentro do meu sonho maior, longo e aberto - apelidado de vida real, existência, a lucidez com suas esquinas e possibilidades. Eu não me quebrei, só atribui importância demais à oscilação momentânea da minha autoestima, valor demais a mim mesmo, pior, ao objeto dessa dependência psicologicamente física. Uma versão demasiado dramática do meu abandono. Fiz da minha vida uma ópera, um livro, uma grande produção.
Você continua apto e aberto ao amor. A sede não seca. Se as coisas não aconteceram é porque não aconteceram. Pretensão sua achar que se fechou, que pode decidir, dirigir sua vida. Demita sua analista, psicóloga ou psiquiatra, e olhe pros dois lados. Você só está perpetuando sua primeira experiência sobre o fim, cristalizando a primeira lágrima que caiu, como se tudo aquilo que acabou fosse realmente grande, infinito, definitivo.
O amor te feriu como fere uma flecha sem velocidade e impulsão. Ela cai no chão, você junta e enterra no próprio peito. É pena que quer despertar no outro, no próximo, no amado que se foi? Ninguém tem pena de você. Basta nascer para começar a sofrer, tudo é impermanente, não se iluda. O amor é gasoso, invisível, lendário, metafórico, um sonho. E como todo sonho é insólito, não pode ser cadeado em algum outro lugar que não o coração.
Seu coração não quebrou, pelo contrário, é única coisa que ficou intacta. Ele está lá, esperando por outrem. Como o meu, que pulsa melhor que antes. Um dia vou despertar e voltar a me abraçar com a solidão, estou sabendo. Por hora, não. Amanhã. Hoje, sigo sorrindo, chantageado pela minha versão atual. Toda manhã meu sonho acorda dentro de outro sonho. Com um cheiro de café fresco e preguiça de um sábado nublado.....
Transcrito e adaptado CME
Sei bem como funciona, quantas vezes já fui deletado do amor. Muitas. Quis quem não me queria, amei quem enganava, compartilhei unilateralmente, acreditei no sonho cinematográfico um tanto brega tupiniquim, me quebrei, levantei, desisti, contei mentiras, muitas vezes interpretei. Parece propaganda da nextel estrelada pelo Fábio Assunção, mas é só minha versão, talvez parecida ou plagiada de outro...
Você não quebrou a cara, eu não quebrei. Nascemos com a disposição natural para o amor. Falo por você e eu, não pelos bárbaros da história - O ditador lá no Egito, por exemplo. Sim, não conseguimos imaginar viver sem, sentimos saudade, choramos, compramos discos e livros por impulso, atravessamos sábados com calças de abrigo revisando filmes água com açucar - meus favoritos são aquelas que quase dão vontade de chorar, tipo umas que o cara se segura com um suspiro profundo.
Bem, como gosto disso de sofrer com pés na bunda, resolvi amar de novo, a contragosto no início, paladar típico de um desistente. Cafés da manhã românticos, passeios de mão, festas em família, palpites de parentes, distribuição de beijos e mordidas em pezinhos pequenos. Viajamos pelo mundo sem sair de casa. Sabe quando o gostoso da transa se estende ao sono abraçadinhos? Pois é. Além de brega e fisiologicamente errado, porque você se sente incomodado, sua, liga e desliga o ar condicionado e tals,, um prato cheio pra quem quer, mais uma vez, sair com a impressão de que o amor é o diabo com a garganta cortada ou um cão abandonado com cara de pidão.
Eu não estava quebrado, foi só uma interpretação, uma versão daquele ato final. Um sonho curto, ruim e mesquinho dentro do meu sonho maior, longo e aberto - apelidado de vida real, existência, a lucidez com suas esquinas e possibilidades. Eu não me quebrei, só atribui importância demais à oscilação momentânea da minha autoestima, valor demais a mim mesmo, pior, ao objeto dessa dependência psicologicamente física. Uma versão demasiado dramática do meu abandono. Fiz da minha vida uma ópera, um livro, uma grande produção.
Você continua apto e aberto ao amor. A sede não seca. Se as coisas não aconteceram é porque não aconteceram. Pretensão sua achar que se fechou, que pode decidir, dirigir sua vida. Demita sua analista, psicóloga ou psiquiatra, e olhe pros dois lados. Você só está perpetuando sua primeira experiência sobre o fim, cristalizando a primeira lágrima que caiu, como se tudo aquilo que acabou fosse realmente grande, infinito, definitivo.
O amor te feriu como fere uma flecha sem velocidade e impulsão. Ela cai no chão, você junta e enterra no próprio peito. É pena que quer despertar no outro, no próximo, no amado que se foi? Ninguém tem pena de você. Basta nascer para começar a sofrer, tudo é impermanente, não se iluda. O amor é gasoso, invisível, lendário, metafórico, um sonho. E como todo sonho é insólito, não pode ser cadeado em algum outro lugar que não o coração.
Seu coração não quebrou, pelo contrário, é única coisa que ficou intacta. Ele está lá, esperando por outrem. Como o meu, que pulsa melhor que antes. Um dia vou despertar e voltar a me abraçar com a solidão, estou sabendo. Por hora, não. Amanhã. Hoje, sigo sorrindo, chantageado pela minha versão atual. Toda manhã meu sonho acorda dentro de outro sonho. Com um cheiro de café fresco e preguiça de um sábado nublado.....
Transcrito e adaptado CME
domingo, 24 de outubro de 2010
AOS INVEJOSOS, MINHA PIEDADE...AOS IDIOTAS, MEU DESPREZO...
Trilha Sonora para esse texto: E PRECISO SABER VIVER...
A idiotice é vital para a felicidade, assim como a mediocridade...Gente chata essa que quer ser séria,
profunda e visceral sempre.
Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você.
Ignore o que o boçal do seu amigo falso disse.
Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, aquele bigode escroto todos os dias,
inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor,
dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice.
Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?
Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? Quanto tempo faz que você não almoça fora com sua
namorada aos domingos, ou cozinha algo improvisado e gostoso pra ela?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, a conquista a superação de ser melhor...que você foi ontem, ou o simples fato de ser melhor que qualquer pessoa medíocre e limitada, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios".
Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche"
Pessoas mediocres de sentimentos simplesmente invejam isso...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
ESTOU FAZENDO A MINHA PARTE....
Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade.
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.
- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.
- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.
- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira..
Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.
- O Brasil é um pais democrático.. Mentira.
Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.
Democracia isso? Pense !
O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto.... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?? ?
Grande coisa...
O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.
Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:
O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nessa crônica, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!
Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?
FAÇA A SUA PARTE (SE QUISER)
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