sexta-feira, 6 de março de 2026

HOMENS DISFUNCIONAIS — UMA ANÁLISE PSICOLÓGICA, FILOSÓFICA E REALISTA

HOMENS DISFUNCIONAIS — UMA ANÁLISE PSICOLÓGICA, FILOSÓFICA E REALISTA
Pouca gente fala sobre isso de forma direta, mas o fenômeno do homem disfuncional é cada vez mais discutido dentro da psicologia contemporânea.
Não se trata de atacar homens.
Trata-se de entender por que muitos perderam direção, propósito e disciplina.
E curiosamente, esse problema não aparece apenas na sociologia moderna — ele também foi observado por filósofos e pensadores há séculos.
A visão da psicologia: ausência de responsabilidade e propósito
Na psicologia do desenvolvimento humano, existe um conceito central chamado sentido de agência — a capacidade de perceber que você é responsável pelas próprias ações e pelo próprio destino.
Quando esse senso desaparece, o indivíduo entra em um estado chamado desamparo aprendido, conceito desenvolvido pelo psicólogo Martin Seligman.
Nesse estado a pessoa:
sente que nada depende dela
passa a culpar fatores externos
evita esforço
desenvolve passividade crônica
Com o tempo, isso gera um padrão de comportamento improdutivo e autossabotador.
Em termos simples:
a pessoa para de agir como protagonista da própria vida.
A filosofia já alertava sobre isso
Muito antes da psicologia moderna, filósofos já descreviam esse problema.
O imperador e filósofo estoico Marcus Aurelius escreveu algo extremamente direto:
“Ao amanhecer, diga a si mesmo: hoje farei o trabalho de um homem.”
Para os estoicos, o homem deveria cumprir sua função natural, que era viver com disciplina, utilidade e responsabilidade.
A palavra chave era virtude, que no estoicismo significa:
agir corretamente mesmo quando é difícil.
O problema moderno: conforto sem formação de caráter
A sociedade atual criou um fenômeno inédito na história humana.
Nunca houve tanto:
conforto
distração
dopamina rápida (redes sociais, jogos, entretenimento)
gratificação imediata
Pesquisadores que estudam comportamento masculino apontam que ambientes com excesso de recompensa fácil e pouca exigência reduzem a capacidade de tolerar frustração.
Esse fenômeno aparece em estudos sobre motivação e autocontrole, especialmente nos trabalhos do psicólogo Roy Baumeister, que demonstram que autodisciplina é uma habilidade treinável, semelhante a um músculo.
Sem treino, ela enfraquece.
O papel das artes marciais
É exatamente por isso que artes marciais continuam sendo uma das escolas mais eficientes de formação de caráter.
No Brazilian Jiu-Jitsu, o indivíduo é constantemente exposto a três fatores fundamentais para o desenvolvimento psicológico saudável:
1 — Frustração controlada
Perder faz parte do aprendizado.
2 — Feedback imediato da realidade
Se a técnica está errada, ela simplesmente não funciona.
3 — Desenvolvimento de autocontrole
Treinar sob pressão ensina algo que nenhuma teoria substitui:
controle emocional em ambiente adverso.
A diferença entre força e funcionalidade
Ser funcional como homem não significa ser agressivo ou autoritário.
Significa desenvolver quatro pilares:
responsabilidade pessoal
capacidade de trabalho
disciplina física e mental
capacidade de suportar adversidade
Esses valores aparecem em praticamente todas as culturas tradicionais — do estoicismo romano ao código Bushidō dos samurais.
A lógica é simples:
homem precisa ser útil para si mesmo e para o ambiente em que vive.
A verdade que pouca gente diz
O problema do homem disfuncional não nasce apenas de fatores externos.
Ele surge quando conforto substitui disciplina e ninguém exige evolução.
A boa notícia é que isso também significa que a solução continua sendo a mesma que sempre foi:
treinamento
responsabilidade
propósito
disciplina diária
Nenhuma geração escapou disso.
E nenhuma jamais escapará.
✔ No final das contas, a pergunta não é se o mundo está difícil.
A pergunta é:
você está se tornando mais forte ou mais fraco diante dele?

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Amor Premium, Entrega Básica

Amor Premium, Entrega Básica (versão estendida)
O brasileiro médio acredita no amor. Até aí, tudo bem. O problema é no que ele acredita. Principalmente quando o romantismo virou um plano “premium”: benefícios ilimitados, zero fidelidade contratual e nenhuma cláusula de responsabilidade.
Existe hoje uma matemática afetiva curiosa: exigências infinitas divididas por esforço mínimo. O parceiro ideal precisa ser provedor, sensível, forte, educado, culto, decidido, ambicioso, disponível, emocionalmente estável e financeiramente blindado. Em troca, recebe o pacote básico: presença intermitente, cobrança constante e a clássica frase “me entenda” — sem manual.
Mas eis que entra em cena uma figura cada vez mais desprezada no cardápio moderno do afeto: o homem feio, aquele sem filtro, sem skin care de oito passos, sem poesia no Instagram — mas com testosterona alta, coluna ereta e decisão rápida. O tal “homem com H maiúsculo”, que não fala bonito, mas age. Não promete mundos, resolve problemas.
Enquanto isso, a gourmetização masculina segue firme: homens cada vez mais dóceis, performáticos, emocionalmente disponíveis demais e funcionalmente inúteis na hora crítica. Muito discurso, pouca ação. Muita sensibilidade… até a primeira ameaça real.
Do outro lado, cresce também a masculinização feminina. Não no sentido de autonomia — que é legítima — mas na ilusão de autossuficiência absoluta. Músculos definidos, testosterona elevada, discurso de independência total e a crença sincera de que homens são dispensáveis. Até que o cenário muda. Até que o aperto chega. Até que o perigo aparece.
E é aí que a realidade entra sem pedir licença.
Quando a porta é arrombada, quando o carro quebra no lugar errado, quando a situação sai do controle, quando não há tempo para debate emocional ou postagem reflexiva… não é o homem gourmetizado que resolve. Não é o discurso empoderado. Não é a legenda motivacional.
Quem resolve é o feio.
O forte.
O bruto.
O homem que age antes de explicar.
Curiosamente, o mesmo homem ignorado, ridicularizado ou considerado “tosco” é o primeiro a ser chamado quando o mundo real aparece. Porque igualdade funciona bem no discurso, mas o instinto humano ainda reconhece quem sustenta, protege e enfrenta.
Antigamente, isso era óbvio. Hoje, precisa ser lembrado — o que por si só já diz muito.
No fim, sobra frustração geral. Mulheres cansadas porque exigem um tipo de homem que desprezam. Homens perdidos porque foram ensinados a negar sua própria natureza. E relações frágeis, baseadas em fantasia, não em função.
Amor nunca foi sobre estética, narrativa ou performance social. Sempre foi sobre competência, presença e responsabilidade.
E a verdade incômoda é simples:
na hora do aperto, não é o discurso que salva.
É quem resolve.
E isso, gostem ou não, ainda tem testosterona envolvida.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Liberdade em promoção

Até ontem era “hétero top”. Hoje é “gênero zero”. Amanhã, quem sabe, “estado civil: depende”.
A vida mudou — dizem. Mudou tanto que agora identidade virou aplicativo: atualiza conforme o humor, desinstala quando dá trabalho.

A nova liberdade é curiosa. Não exige coragem, não cobra coerência, não pede constância. Ela só pede conforto. Muito conforto. Fico se me trata bem, sumo se frustra, bloqueio se cobra, finjo que nunca existiu se exige. Não é desapego — é terceirização da responsabilidade emocional.

Chamam isso de maturidade afetiva. Antigamente chamávamos de fuga.
Mas os tempos são outros, e a fuga ganhou legenda inspiradora, emoji de coração branco e filtro de pôr do sol.

O discurso é bonito: “não tenho rótulos”.
Na prática: não tenho lastro.
Rótulo, afinal, não é prisão; é compromisso mínimo com a própria palavra. Quem não aceita nomear nada geralmente não sustenta nada. Nem relação, nem escolha, nem promessa feita olhando nos olhos.

A solidão agora virou medalha. “Amo minha própria companhia”, dizem, enquanto escrevem longos textos explicando por que ninguém fica. Autossuficiência performática, exibida em parágrafos emocionados — porque, convenhamos, quem está realmente em paz não precisa anunciar.

O afeto virou produto. Experimenta-se, usa-se, devolve-se. Se não agradar, troca-se. E chama-se isso de evolução.
Evolução para onde? Para um mundo onde tudo é descartável, inclusive as pessoas, desde que o descarte seja educado e venha com justificativa terapêutica.

No fundo, não é sobre gênero, rótulo ou orientação. Nunca foi.
É sobre evitar o peso de escolher e sustentar.
É sobre confundir liberdade com ausência de consequências.
É sobre querer o bônus do vínculo sem aceitar o ônus do compromisso.

As tradições antigas — famílias, comunidades, artes marciais — sempre souberam de algo simples: caráter não é o que você sente hoje, é o que você sustenta quando o encanto acaba. O resto é performance.

Liberdade de verdade não é poder ir embora a qualquer desconforto.
Liberdade de verdade é ter raiz suficiente para ficar quando dá trabalho.

Mas isso, claro, não rende curtida.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

A Mulher que não nasceu, se perdeu no caminho.

Ela acordou decidida a ser livre.
Livre de tudo, principalmente da realidade.

Pegou o livro na estante, capa gasta, cheiro de café frio e sublinhados raivosos. Simone de Beauvoir. Ali estava a sentença inaugural, repetida como mantra, tatuada em camiseta e bio de Instagram: não se nasce mulher, torna-se. Pronto. O resto virou rodapé da história.

O curioso é que ninguém perguntou em que exatamente ela se tornaria. Mas isso nunca atrapalhou uma boa revolução.

Beauvoir escreveu em cafés parisienses, cercada de fumaça, intelectuais e contradições. Defendia liberdade enquanto orbitava Sartre como satélite fiel. Criticava hierarquias enquanto se beneficiava delas. Pregava autonomia enquanto moldava jovens alunas conforme sua própria visão de mundo. Nada mais humano. Nada mais esquecido.

O feminismo moderno leu isso tudo e pensou:
“Excelente. Vamos radicalizar.”

A biologia virou superstição medieval. O corpo, um erro de fábrica. A maternidade, uma espécie de recaída moral. A mulher forte agora é aquela que não precisa de ninguém, não deve nada a ninguém e, de preferência, desconfia de tudo que veio antes de 1968.

A tradição virou palavrão. Família virou suspeita. Hierarquia virou opressão. Responsabilidade virou gatilho emocional.

E a liberdade… ah, a liberdade virou uma senhora histérica: tudo pode, desde que você pense igual.

Criou-se então a mulher moderna definitiva.
Ela é absolutamente livre, mas está sempre cansada.
Empoderada, mas permanentemente indignada.
Independente, mas precisa de validação constante.
Desconstruída, mas rigidamente obediente ao discurso do dia.

Se escolhe ser mãe, “cuidado, foi socializada”.
Se escolhe não ser, “agora sim, consciente”.
Se discorda, é alienada.
Se questiona, é inimiga.
Se pensa sozinha, aí já é caso grave.

Beauvoir provavelmente observaria tudo isso com um cigarro na mão e um meio sorriso cínico. Ela sabia. No fundo, sempre soube. Ideias libertárias, quando tratadas como dogma, não libertam. Substituem um catecismo por outro.

O mais irônico é que, ao negar a biologia, o tempo, os limites e a própria condição humana, o feminismo atual acabou recriando aquilo que dizia combater:
um modelo único de mulher.
Só que agora sem vestido, sem avental e com muita raiva acumulada.

No fim das contas, talvez Simone tivesse razão em uma coisa que ninguém gosta de admitir:
o ser humano não nasce pronto.
Mas também não se constrói no vazio.

Liberdade sem chão não é voo.
É queda com discurso bonito.

E discurso, como sempre, não amortece impacto.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Cilada Bino...

Sempre olho alguns aplicativos de paquera, para ver e me divertir com as propagandas e não,  não estou que procurando algo, mesmo porquê não perdi nada. Só procura algo quem perdeu algo, tipo, auto estima, namorado, chifre, alguém pra cjar de seu depois de relacionamentos desgastados por anos de relachismo. Tem perfis intrigantes, outros comuns, tipo copia e cola, e outros engraçados. Tem gente para todo gosto e todo padrão. Alta, baixa, gorda, magra, nova, coroa, bonita, feia e as remediadas a base de filtro de app, maquiagem e propaganda enganosa. 
É sobre essas que eu discorro nessas mal traçadas linhas, como se dizia antigamente.

Vamos lá... O que eu posso dizer?
Personalidade forte hoje é desculpa para ser mal educada mesmo.  Atitude marcante quer dizer que é chegada num barraco, e "tampinha de bule não segura panela de pressão", me desculpa minha filha, mas quem gosta de dragão é São Jorge, e a propaganda tá muita pra pouca coisa, sabe, como abrir anúncio de carro velho:
CARRO ORIGINAL, ÚNICO DONO, MANUAL E CHAVE RESERVA, REVISÕES EM DIA, PNEUS NOVOS, OPORTUNIDADE UNICA POR UM PREÇO QUE CABE NO SEU BOLSO...
Corre Bino que é cilada...

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

FDP É FDP

Sabe aquela fase da vida que você está puto da vida com tudo.. tudo te irrita, as pessoas, as situações? Pois é... Eu cheguei a essa fase. Acho que todo mundo um dia chega, eu você, fulano e beltrano.
É um momento único que você quer mandar todo mundo à merda (mesmo eu sendo comedido, equilibrado e racional) mas de tanto encherem meu saco, tentarem fuder minha vida e os eternos discursos do tipo; você conseguiu ter sucesso, viaja todo mês para algum lugar legal, tem filhos bonitos e bem encaminhados, faz o que gosta etc etc etc.. blá blá blá... O que não justifica meu desanimado desabafo. Quero dizer que, perdi o tesão no ser humano. Não consigo entender a falsidade, a retórica disfarçada de admiração e amizade, e depois a filhadaputagem level hard.
Fico tentando imaginar as hipóteses que fazem alguém querer no mínimo ser você. Se tirar um raio x sai grudado no teu saco... Deve ter uma vida muito fudida pra tentar te imitar, digo isso não porquê minha vida é fudida, mas sim, pelo sujeito se dispor a perder tempo para cuidar e imitar minha vida. Será que não tem nada na sua vida que valha a pena? Qual é o tesão de rosca que tem pra ficar cuidando a vida alheia? O que leva uma pessoa a fazer isso? Sinceramente não consigo achar uma resposta, então fica minha revolta... Mesmo que eu fosse o pai da psicanálise, um Freud na vida, não conseguiria entender nem traçar um perfil psicológico de uma pessoa que fica fazendo esse tipo de coisa.
Daí recorri a velha filosofia de bêbado de alguns anos atrás, convivendo com alguns bêbados (inclusive eu no auge da dor de corno) e cheguei a clássica conclusão. Esse infeliz só pode ser corno, deve levar chifre e gostar, pra ficar tentando imitar, ou deve estar querendo me ver com a mulher dele, só pode. 
A única coisa que ele esqueceu disso tudo, é que precisa acordar cedo pra trabalhar e estudar, coisa que não gosta de fazer, quer vida fácil, status e reputação, daí imita o que faço, com preços módicos, como se isso fosse me afetar ou me fazer perder dinheiro. 
Só me deixa puto, mas como tudo na vida passa, minha indignação passa, ônibus passa, namorada tilangueira passa, mocreias e afins passam, tenho certeza que pilantras e filhos de quenga também...
Vai minha homenagem então a todos filhos da puta, mesmo porque adoro as mães deles... Elas não tem culpa dos filhos que tem...

domingo, 13 de outubro de 2019

Quer estar certa ou ser feliz?




Retomando as crônicas após dois anos de ausência, posso dizer que muita coisa mudou no mundo e até mesmo em mim, mas a única coisa que não mudou foi o senso de observação crítica e o humor ácido.


Falando sobre algumas coisas que observei nesses dois anos, digamos que, não tem nada de romântico nem nostálgico. Acabei constatando nesse tempo, uma certa ilusão autodestrutiva nas pessoas, uma vontade de provar que estar certo e não feliz, para poder apontar o dedo e dizer que as coisas acontecem como elas querem, no tempo e no jeito, mas olhando a fundo, eu não vejo o mais importante, que é a felicidade..  tá bom, eu reconheço que felicidade é um conceito subjetivo e individual de cada um, mas eu olho e não vejo um sorrisão frouxo, nem uma gargalhada gostosa e quando pergunto como está, sempre vem aquela resposta xoxa como café requentado de três dias atrás, que as coisas vão indo. Mas como assim indo?
Vejo a vida tão bagunçada dessas pessoas, como o guarda roupa delas, a casa suja, a vontade,quase nenhuma de mudar
Acabam se iludindo com a beleza que já não é mais a mesma, com a habilidade na cama, que está cada vez pior, com a conversa cada vez mais chata e entediante. E pensar que a alguns anos atrás, eu que me iludi e pedi essa moça em casamento. Ainda bem que meus anjos me livraram desse karma, e tudo não passou de uma bela trepada.
Tem gente que cultiva esse dom, de ser uma lembrança de uma bela trepada, sem direito a replay, pelo tormento que tornaram suas vidas 
Tem outras que acabam se tornando heroínas da resistência, por insistir em um relacionamento com alguém que tá nem aí pra elas, mas vislumbram um casamento, um bônus de uma vida tranquila e um sobrenome pra assinar como seu. Mas de novo eu pergunto; e a felicidade .
Outras se empoderam para bater no peito e dizer que é a fodona, mas também querem um homem qualquer pra chamar de seu. Aliás se algumas virtudes de antigamente estivessem em voga, não precisaria de empoderamento feminino,  resppara bastavaestar certa eitoe alinhada, serviria apenas o velho e bom senso para ser feliz.
Aliás o conceito de felicidade mudou muito nesses dois anos. Eu acredito que os meus conceitos continuam os mesmos sobre felicidade, somente ficaram mais claros, refinados e objetivos, mas no geral, cumplicidade continua sendo o fermento da massa do pão da felicidade. Um bom relacionamento precisa de cumplicidade, amizade, tesão, vontade de experimentar coisas novas, viajar, novas experiências e novos sabores etc...
Eu vejo muita gente postar fotos no Instagram e Facebook, que não refletem o que são e o que fazem, como se vivessem num conto de fadas virtual.
Esquecem que a vida é feita pra ser vivida, olhar as pessoas nos olhos, e conversar pessoalmente. A internet é feita para aproximar distância e pessoas, mas não pode fazer o que se faz olhando nos olhos, tocando na pele, e sentindo pela boca em um beijo.
E você? Quer estar certa ou ser feliz? Se a resposta é a primeira, esqueça tudo que leu agora e continue fazendo o que está fazendo, mas lá na frente, não reclame dessa escolha. Agora se você escolheu ser feliz, se permita mais, busque mais, observe a sua volta. Se você ainda não encontrou a tal felicidade, relaxe, seja apenas você mesma, sem marra, sem máscaras, sem maquiagem, sem filtros... Homens de verdade não buscam roupas de marca, festas da moda e lugares badalados, nem um corpo escultural com tudo durinho. Homens de verdade buscam uma mulher para viver e crescer juntos, construir uma vida e um lar e ser realmente felizes.



sábado, 3 de dezembro de 2016

NÃO DEIXE A VIDA PASSAR...


 Resultado de imagem para fotos e p&b

MÚSICA PARA RELAXAR E LER ESSE POST.

Depois de muitos anos de namoro e um casamento que naufragou o amor adolescente pela mão pesada das responsabilidades, filhos, trabalho e outras preocupações cotidianas, ela finalmente teve um estalo sobre os rumos de sua vida e felicidade.
Finalmente ela chegou a sensata conclusão que continua apta e aberta ao amor. A maturidade ampliou sua vontade de ser feliz, e a secura na boca está com seus dias contados, e a vontade de salivar não acaba. Se as coisas não aconteceram ainda, é porque ainda não é a hora, ou não eram pra acontecer. Pretensão sua achar que se fechou, que o amor acabou, poder decidir, dirigir sua vida como se fosse um automóvel. Definitivamente, mande sua analista ir catar coquinho, jogue na lata do lixo os remédios pra curar a dor da alma, e olhe para o mundo de possibilidades que te esperam. Você só está perpetuando sua primeira experiência sobre o fim, cristalizando a primeira lágrima que caiu, pesando os prós e contras, como se tudo aquilo que acabou fosse realmente grande, infinito, definitivo. Acorda mulher, o mundo está ai...
Já parou pra contar quanto tempo perdido, quantas lágrimas de tristeza e quanta encheção de saco você já passou? Já parou pra contar os anos, os remorsos?
O mundo, esse que você acha que conhece,  é feito metade de pessoas que sabem que o amor é uma necessidade básica, e a outra metade de pessoas que fingem que não ou realmente não sabem nada, e que  por conta dessa ignorância, talvez nasceram sem fome, sem tesão,  sem aquele gosto doce e cheiroso de um beijo de cereja, sem uma boca faminta para o amor. Só quem já fez sexo e amou ao mesmo tempo, na mesma cama, com a mesma pessoa, no mesmo momento, entende a pequena diferença  entre os dois e a complexidade disso. Esse experimento comprova que basta uma só vez, uma única vez, para você se decidir e você se tornar apenas um. Então o que lhe falta para ir em busca da sua felicidade?

Agora só depende de você...
O amor que você tanto busca, hoje mais madura, é uma mistura de pequenas coisas, pequenas delicadezas e gestos, um café quente numa manhã de inverno, ou uma ducha gelada a dois numa tarde de verão, é sentir aquele friozinho de um beijo na ponta dos pés, e o aconchego de um abraço forte de alguém lhe dizendo: " Vêm cá, não vou deixar nada de mal te acontecer..."
O amor maduro, é uma mistura de aventura juvenil, com a liberdade responsável de experimentar todos os gostos, sensações e sabores do mundo, uma vontade de voar e ao mesmo tempo ter os pés firmes no chão.
De agora em diante, espalhe sorrisos, eternize momentos únicos, fotografe cores para se lembrar que a felicidade está ao alcance de suas mãos, basta ter um pouco de visão e vontade para viver o melhor que a vida possa te oferecer, e o melhor é o aqui e agora, sem desculpas... Se arrisque, se aventure, se permita ser feliz

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Se liga garota, ele só quer te comer...






Você conheceu um cara incrível ontem na balada. Ele é amigo do namorado da prima da sua amiga da boate. Não importa, ele gostou de você, gostou do seu batom vermelho, do seu riso debochado, quase sem graça e do cheiro que sentiu quando você chegou perto pra dar um ‘oi’. A malícia nos olhos dele deixou claro que ele sabia o que o seu oi significava: você queria fumar um cigarro, nua, na janela do apartamento dele, enquanto ele adormecia, exausto e satisfeito, com os seus gemidos ainda ecoando no quarto desarrumado.

E você – cujos olhos têm malícia também – soube ler no sorriso dele que ele queria mesmo arrancar sua calcinha no final da noite, sem ter que pedir seu whats, nem conhecer sua mãe, nem saber qual é o seu prato preferido e nem te chamar pra jantar no sushi da moda.

No fundo, no fundo – e do alto da sua safadeza genuinamente inocente – pouco te interessa se ele vai ligar no dia seguinte; não te interessa se ele ronca ou peida, porque você vai sair de fininho quão logo estiver saciada. Vai fechar a porta devagar e pegar o primeiro táxi. Sem deixar nem um bilhete na geladeira – porque, pra você, foi o suficiente. O agora valeu a pena e não precisa ter depois.

E quando você está quase absolutamente convencida do seu direito de fêmea independente cheia de idéias – pensando bem, não é um direito, é uma vontade mesmo – de querer só sexo casual, a sua amiga politicamente correta e entediante até a alma, fala alto no seu ouvido (por causa da música contagiante, que seria capaz de te salvar de ouvir aquela asneira): “Cai fora, ele só quer te comer!”

Ele só quer te comer. Como se você tivesse saído pra a noite, com a sua micro calcinha recém comprada e suas boas doses de tequila pra procurar um casamento. Um cara que tivesse um bom emprego e uma mãe menos chata que as sogras que você já teve. Que bebesse pouco e quisesse ter filhos, que não roncasse e também quisesse uma lua de mel em Veneza – porque qual mulher não quer uma lua de mel em Veneza? – ah, é, você não quer. Você só quer transar – e qual é o problema nisso?

Então, junto com essa nossa tão sonhada e, pouco a pouco conquistada liberdade sexual, deveria vir um manual de instruções sobre como se livrar da hipocrisia (e como ensinar isso às nossas amigas certinhas). Pra que toda mulher que quer sexo casual compreenda que não há nenhum desvio de caráter em um homem que quer só sexo casual. E isso quer dizer que não há nada de errado no fato de ele só querer te comer, desde que isso fique claro pra você – é como um ‘li e aceito os termos de uso’ – ninguém engana ninguém e os interesses coincidem.

Então você aprendeu que não há nada de errado em querer sexo casual. E não há nada de errado em um homem só querer sexo casual com você – isso não te faz uma biscate. Isso não significa que você não é digna de alguém que te dê mais que sexo: Pode significar – e significa, muitas vezes – que você simplesmente não quer alguém que te dê mais que sexo. E então, depois de jogar toda a hipocrisia na primeira lixeira pública, encha o peito pra responder à sua amiga politicamente careta: – Ele só quer me comer?! – ótimo. Eu só quero comê-lo também. Segue o baile...

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

NÃO VAMOS ESTRAGAR AS COISAS...




Nos esbarramos num show desses por ai, eu derramando toda minha cerveja em você e você me xingando estatelada no chão, mas quando nossos olhos se cruzaram, quando lhe estendi a mão para te levantar, foi como se tudo estivesse parado em nossa volta e só existisse eu e você, e ficamos ali, nos olhando, como se a toda hora, desse um replay, de um monte de sensações. Parecia um reencontro, muita coisa em comum, e uma ânsia de descobrir mais e mais coisas dela. Só me liguei quando ela disse “foi tudo tão bacana, que não quero estragar tudo trocando telefones e-mail, essas coisas” eu não soube o que dizer, nem agi, nem dei um último beijo, cai num precipício e fiquei mais constrangido com essa conversa do que com as outras coisas sem noção que fizemos na frente do palco, na frente dos amigos dela, no meio daquele amontoado de gente. Você está certa, garota de olhos verdes, saia de hippie, sandálias de couro que davam pra ver seus pés bem feitos, e uma jaqueta de couro surrada. Eu queria tanto, mas tanto que a gente nunca sabe se vai durar uma noite ou uma vida toda. Uma vida toda pode ser três décadas, três anos, três meses, três dias ou, como no nosso caso, apenas três horas no meio de um memorável show de rock...Olha, não sei o que dói mais. Quando acaba, quando sentimos que acabou, quando a gente precisa cair na real que acabou e já faz tempo, ou que nunca começou...

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

MANIA DE AMAR...





Sempre fui muito tímido nas coisas do amor. Desde guri, sempre fui o último a ser escolhido, desde gurias, até o time de futebol. Sempre olhei muito, observei, e muitas vezes "lambi com a testa e arei o chão com o chifre" como dizem por aqui. Sempre tive muito medo de escutar um sonoro não, e fui contraindo meu coração e minha alma, como uma mola, e para dilatar uma alma contraída não existem muitas opções. Só duas coisas são capazes de me arrepiar : um toque seu carregado de ternura ou uma harmonia de um belo solo de guitarra. A única coisa que realmente importa, acontece no pátio em intervalos, em cantos escondidos, e em tantos outros lugares, menos nas salas de aula, com teorias sobre o sexo dos anjos. Seja qual for a história, o enredo, ou se houver uma canção narrando sua situação, e que você pense que seja o roteiro da sua vida, não importa o que disserem ou o que estiver escrito. É amor. Amar é alegria sem motivo, é sofrer choque térmico quando chega a hora de dar tchau, é implicar com o jeito do outro, brigar no meio da rua, pegar na mão, e fazer as pazes ali mesmo. Amar é brincar de briguinha e brigar por nada,  é dizer que vai amar pra sempre, mas como dizia a canção, o pra sempre, sempre acaba... Amar é dar beijos e cheiros em lugares estranhos em locais inadequados, é beber no mesmo copo. É ter apelidos ridículos, e rir um do outro por coisas bobas. Amar é uma cumplicidade dividida a dois, e somada todos os dias...Então eu digo: Quantas chances de viver loucuras memoráveis,  a gente desperdiça com essa mania besta de pensar e amar?

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Pede qualquer coisa, menos o esquecimento...






E durante algumas discussões sobre a vida, sobre nós e o destino do mundo, a ração do cachorro chato e pentelho, que você insiste em trazer para meu apartamento, você explode enfiando os dedos nessa cabeleira solta e ainda úmida do banho...Grita e esperneia soluçando. Fica aí então no meu sofá, bufando mais um pouco, roubando o oxigênio da minha esperança, que se afoga em cada gota de lágrima. Fica aí e me pede qualquer coisa, água, wisk, fala qualquer coisa,  pede meus pés para caminhar, ou mais um pedaço de pizza, ou um strip-tease, ou me pede em casamento. Não me dê conselhos, nem diga para eu esquecer todos os momentos legais, intensos e até um pouco cult de nós, os livros e discos de vinil... Não quero ter recordações. Não quero ir em festas. Não quero assistir futebol. Não me pergunte as horas, o último relógio voou numa parábola com destino ao lago de um parque qualquer. Não me crie teorias a respeito de nós, do que fomos e o que nos tornamos. Não me lembre do seu afilhado. Não pense sobre onde está indo isso, e que rumo vai tomar. Não ligue pra sua mãe. Não fale dos seus medos. Não ame mais ninguém, que não seja eu, engolindo junto com teu choro desesperado, as lagrimas salgadas dessa despedida....

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

:Um amor verdadeiro...






Aprendi com o tempo a ter paciência para tudo nessa vida, coisa que não tinha, tudo tinha uma pressa enorme de ser para ontem, e vivia um tumulto constante de obrigações a fazer versus expectativas a serem preenchidas. E a cada desacerto eu começava um outro "projeto" para esquecer o que não deu certo. Digo "projeto", minhas desventuras amorosas, que depois de enterradas no passado, algumas insistem em virar um "The Walking Dead" da vida real, me assombrando vez por outra, e me dando sustos na minha pacata vida. Lembrando algumas daria um belo livro de histórias, ou manual do que não fazer, ou o que não esperar. 
Mas voltando ao tempo, não posso negar que o tempo foi generoso comigo, foi até certo ponto amigo, não me cobrando a conta de algumas coisas, e posso até afirmar que "tô bem".... e, você, foi a melhor coisa que meu amigo tempo, me deu, a melhor delas certamente foi a chance de escolher, escolher entre minha vida de "projetos" e você, escolhi ficar contigo e atravessar com algum alívio e serenidade os dias que eu quero simplesmente morrer pra não ser intimado novamente sobre meus erros do passado, a depor ou confessar, e sobre o meu sumiço por alguns anos. Você me ensinou muitas coisas, a melhor delas, me ensinou que o amor verdadeiro sempre espera um pouco mais pelos abraços atrasados, que são reservados para você. O amor verdadeiro se extravasa de todas as formas e fala com as mãos como um nono italiano torcendo no jogo do Palestra. O amor verdadeiro desfaz diferenças e tornam iguais, os pensamentos, as vontades e o futuro...

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Ressaca de tudo que se pode dizer sobre o amor






Acordo e abro os olhos, lembrando da última noite, perambulando sem rumo, som no carro, e respirando o seu perfume que ficou impregnado no estofado do carro, escutando a trilha sonora mansa e lembrando do seu sarcasmo, desmentindo e me enganando como se sempre fosse o diabo atentando a nossa conversa, então eu em pleno desespero poético de um roteirista imitando Nelson Rodrigues ordeno: tira esse riso ridiculamente sórdido dessa boca vermelha, não vá pensando que essas palavras jorram da minha garganta como um analgésico verbal pro meu desconforto, é por você. A dor é meramente um quadro ilustrativo, ela é psicológica, de fazer tortura, como naqueles filmes de guerra. Ninguém nunca, jamais, nem nos meus piores pesadelos me fez sofrer, nunca me obrigariam a isso, sempre que sofri por alguém foi porque quis, porque me entreguei, não por julgar que valessem a lágrima, cada dose de bebida, cada uma delas. Se corri tanto atrás de você foi pela ideia fixa de fazer justiça com as próprias pernas, e de conquistar cada pedaço de você. Eu poderia me reinventar, recriar um mundo te contando como passei meus últimos dias, mas penso que tudo seria meio incompleto, meio que, faltando pedaços, só sei do gosto de whisk e preguiça que não levantam comigo, misturados com o perfume agressivo de outras mulheres que dormi junto desejando acordar nunca mais. As conversas chatas, os sabores de beijos secos que não se sobrepõem ao seu na minha língua, as músicas altas demais que ouço com a manifesta intenção de estourar um tímpano, e explodir dentro de mim tudo que você ainda representava, e vejo que minha ressaca é maior do que ficou pra trás.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Momentos, eu só vivo o agora!!!



"Eu vivo o momento!!!". Quantas vezes eu escuto isso, de amigas, conhecidos, pelo whats, post de facebook, conversas de bar depois de umas tantas, ou até mesmo por puro despeito de quem levou um passa fora, ou famoso pé no rabo. Que clichê horroroso, pra não dizer cafona, até escroto. Não existe isso de momento. Quem vive de momento é flash de máquina fotográfica. Um momento só é um momento digno de nota quando todos os instantes significativos que sucederam antes de chegar a sua hora valeram a pena. Aprenda isso. E também há os momentos subsequentes, diga-se divagações. Ou seja, é ilusão achar que esse troço gostoso que poderia estar acontecendo entre nós lá em cima, no conforto de nosso quarto agora às 23:59, seria apenas fruto isolado do agora e não um ato cheio de respostas e promessas, de sonhos, projetos e até mesmo algumas decisões. Somente você, nesse seu um metro e sessenta de tamanho consegue me fazer esquecer tudo que eu tinha de certo em minha cabeça, bagunçando minhas ideias e pregando na parede meus paradigmas como se fossem quadros a serem expostos para o escárnio do seu sorriso maroto. Eu não quero mais viver momentos, coisas sem significados, lembrar o antes e o depois. Não quero esquecer o passado e nem descartar o futuro. Ando sofrendo de uma fobia nova, sem nome científico ou nomenclatura. Estou vivendo meu momento de agora e já contigo. Me deixa ir embora, pra casa, por favor. Um momento de redenção, e liberdade...

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Fui ser feliz (Depois da D.R.)




Depois de dias, semanas em uma louca paixão, esquecendo do tempo e dos compromissos, chegou aquele momento da DR (Discutir a Relação) em que se torna inevitável. São duas horas discutindo sobre um amor do qual reluto em ainda querer fazer parte. Suas palavras, mesmo em alto e bom português, parecem uma língua estranha estridente e sem nexo, mas não a que eu entendia quando estávamos com nossas línguas enroladas, conversando a linguagem universal do sexo e da sacanagem. Eu poderia muito bem gritar, esbravejar, sapatear igual criança mimada igualmente, se você não estivesse tão cega, tão fora de si, tão louca. Tenho um segredo, um não, muitos segredos pra lhe contar: seus heróis também tem defeitos, todos eles escondidos atrás do sorriso colgate no comercial de tv a cabo. Seus ideais, estão com o cronograma atrasado. O ferimento em si dentro do meu coração que me sufoca, como se ele batesse em duplicidade como as lembranças de nós, nem dói tanto quanto ver sua intenção em me ferir, com coisas que não são verdade, nem estão perto de ser a realidade. Palavras tão pequenas de quem parece não ter mais nada a perder, somente uma avalanche de espinhos, de coisas a dizer, sempre sem pensar. Percebo que para você, nada mais importa, nem mesmo aonde eu esteja, preso num cubículo sem ideias ou caminhando livre na chuva, já não adianta sonhar, se em todo amanhecer preciso olhar no espelho e dizer para mim mesmo que aqui é o lugar, aqui é o seu lugar. Todos os seus gritos me deixam com a impressão de que estou sempre atrasado, ou pior, sempre errado, fora de moda, meio brega, e que já estive por aqui por tempo demais, enchendo o saco. Fico rouco diante de perdões formais, frases feitas que dirá quando a solidão se manifesta tão necessária, tão fundamentalmente esperada. A partir de hoje, só o que for muito, muito leve, bonito e fácil, prenderá meus dias e meu sentimento. A grande maioria desiste. Eu, só estou abrindo mão. Não me chame de covarde. Concordo contigo, também aconteceu comigo: o meu coração partiu. Para outro lugar. Foi passear em um lugar mais livre, alegre, em busca da felicidade. Como diz aquele velho clichê, fui... Fui ser feliz e não volto."

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

SEJA HOMEM DE VERDADE...




O feminismo detesta a natureza frágil feminina, busca se tornar aquilo que elas odeiam, que é o homem, se utilizando dos direitos civis como fachada. Odeiam o machismo (características masculinas e que em consequência protegem a mulher). 

Se você fizer uma busca pela internet em sites masculinos e femininos e também nos blogs pessoais vai descobrir que ninguém chega mesmo à conclusão do que mede a masculinidade. Mulheres querem homens lindos, maravilhosos, sarados, atenciosos, românticos, bem-sucedidos, másculos, mas que saibam ser submissos quando a situação for apropriada. Homens querem ser machos, ter os melhores gadgets, serem bem-sucedidos, fugir de trabalhos domésticos e ter a capacidade de ser um inesquecível deus do sexo para qualquer mulher que apareça na frente. Isso é ser homem? Também não dá para saber.

Só que se pegarmos alguns ídolos antigos e modernos, reais ou fictícios, como Sean Connery, George Clooney, Russel Crowe, Javier Bardem, Johnny Depp, Brad Pitt, José Mayer e até mesmo Barack Obama, veremos que existem algumas características que vão muito além do excesso de testosterona. Aqui, arriscamos algumas delas:

1) Saiba falar: você não precisa declamar as coisas como um refugo do século XVIII, mas se seu vocabulário se restringe a "mano", "certo", "só" " belê" ou a famosa frase atribuída aos cariocas que não leva consoante, "ih, ó o auê aí, ô", então você vai ter problemas sérios. Isso porque uma retórica errada, vai levar você a não conseguir se expressar direito ou ser muito mal-compreendido. Quem não se comunica se trumbica.

2) Mantenha-se informado: existem várias coisas acontecendo no mundo além do campeonato brasileiro. Saiba um pouco mais desses eventos, pesquise, leia ou se morre de preguiça de acompanhar letrinhas com os olhos, pelo menos, assista algum noticiário na TV. E, por favor, prestando atenção.

3) Pratique alguma atividade física: você não precisa ser halterofilista ou rato de academia, mas cuidar do corpo é algo obrigatório hoje em dia com essa vida estressante nos escritórios. Acredite no fato que quando você tem uma máquina bem desenvolvida sua performance no trabalho, no lazer e principalmente na cama fica muito melhor.

4) Saiba beber: bebida alcoólica e homens têm uma relação amorosa desde os tempos antigos das tavernas e saloons e seguramente ninguém pedia algo que vinha com enfeitinhos no copo. Atente-se, porém na quantidade que vai ingerir, porque macho que é macho não cai de bêbado (nem leva multa por causa disso). E, em tempo, saiba preparar pelo menos um drinque decentemente.

5) Tenha um aperto de mão forte: não dá para segurar a mão de ninguém com os dedos moles. Isso passa uma sensação totalmente desagradável ao interlocutor. Tenha presença e marque seu território. Seja homem...

6) Olhe nos olhos: tai algo que acompanha o aperto de mão. Um homem de verdade não desvia o olhar ou baixa os olhos quando está conversando com os outros. Mesmo porque isso equivaleria ao cachorro que coloca o rabo entre as pernas. Mostre que você não tem nada a esconder.

7) Saiba como tratar uma mulher: ou seja, tenha muito respeito. Seja atencioso, gentil, cavalheiro, sempre disposto a pagar a conta e não a enxergue como frágil e inferior. Se ela for feminista demais, acha cavalheirismo algo ultrapassado e se ofende quando você tenta ter um gesto gentil, então fuja, porque um homem de verdade precisa mesmo é de uma mulher de verdade.

8) Tome decisões (e saiba que poderá falhar): um homem de verdade aceita e entende o poder de escolha que ele tem em sua vida. Ele decide que portas abrir e quais fechar e se tomou algum caminho errado, é humilde o bastante para assumir que errou e refaz sua trilha de cabeça erguida.

9)Saiba expressar o que sente: não há vergonha nenhuma em colocar para fora o que realmente está guardado no seu peito. Seja em um relacionamento amoroso ou até mesmo em certos graus de amizade profunda (com outros homens, inclusive), ter a segurança de expressar seus sentimentos não fere a sua masculinidade. Pelo contrário, mostra que você realmente sabe quem você é.

10) Seja você mesmo e questione sempre: homens de verdade não precisam seguir multidões e nem devem buscar aprovação o tempo todo. Na verdade, eles se aceitam e sempre revisitam sua maneira de ser, buscando mudar. Com isso, não aceitam verdades dadas de graça, questionam fórmulas prontas, dispensam explicações e abraçam a ambiguidade. Ou seja, homens de verdade não se importam com o que é ser um homem de verdade.

Então nem sei porque escrevi tudo isso... Homem de verdade, faz...













Adaptado via portal Terra

O TEMPO NÃO PARA...






Você se ilude achando que tem ainda alguns anos para dizer o que realmente importa às pessoas que ama, ou fazer algo que faça a diferença? Você ainda acha que a adolescência é um estado de espírito permanente em sua vida que já está quase ao final do seu balzaquianismo? Seria uma doce ilusão se tudo isso que você propaga aos quatro ventos fosse a realidade, real e verdadeira.
"- Eu vivo loucamente um dia de cada vez! Minha vida é uma viagem maluca sem escalas! Vou aproveitar mesmo, já que não me deram valor! Vou ter um harém de homens! Sou poderosa, basta estalar os dedos que tenho qualquer um! Não quero compromisso com ninguém, quero ser livre sem dar explicações!"
Seu tempo acabou garota. É hora de pensar e repensar seriamente sua contribuição diária a vida, ao mundo e o mais importante, a você mesma. A gente só vive uma vez, e desperdiçar vinte, trinta e poucos anos se comportando como se tivesse quinze, é realmente passar pela vida, você tem certeza que você é aquilo que gostaria de ser? Exigir o que você mesma, sinceramente não faz ou nunca fez seria um pouco demais, a essa altura do campeonato. Já não somos mais tão jovens. Você já comprou aquela cobertura e o carro importado com o salário do seu super emprego como mega executiva de uma multinacional? Esqueci... Esses eram seus sonhos de adolescência a quantos anos atrás não é mesmoOlha uma foto sua de quando era criança e compare com o que você se tornou. Se você morrer hoje (acredite, pode acontecer, a probabilidade é boa), é assim que você gostaria de ser lembrado? Esse é o legado que você quer deixar pra ser lembrado no futuro?  É hora de deixar de ser mimada, pra não dizer babaca. Não é fácil, ninguém disse que seria, só disseram que lá no final, valeria a pena. Qual vai ser sua próxima desculpa? Não quero dar lição de moral, nem ser melhor ou seja lá o que for. Apenas falo tudo isso garota, por ficar horas, dias e semanas escutando suas reclamações e lamentos. Sem fazermos o que realmente importa. Espero que você realmente siga em frente e daqui algum tempo me diga, "Estou recomeçando."

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Everything Changes (Tudo muda...)




Hoje é sexta. Dia do happy-hour, da paquera, e da boemia noturna. Dia de buscar na agenda do celular, uma letra para poder ligar, mesmo porque quase toda sua agenda, é de alguém que já foi um rolo, ou tem grandes chances de ser. Chego e paro num nome e fico lembrando... Meus últimos relacionamentos duraram bem pouco tempo. Pouco tempo mesmo. Começou a ser assim quando eu ainda ia para a escola de ônibus. Conheci aquela garota no ônibus, que estava lotado, quando o semáforo ficou vermelho enchia cada vez mais. Ela vestia uma camiseta preta do Pink Floyd e tinha um arco iris de cores no cabelo predominantemente preto, nada de maquiagem, mas um cheiro de Anais Anais enebriante. Eu olhei, tirei a cara que estava enfiada no jornal vendo as notícias policiais. Eu olhei, ela me viu. Eu desviei o olhar, antes da garota desistir também.

Voltamos a nos olhar e nos medir de cima embaixo. E sorrimos, inevitavelmente. Ela fez um biquinho doce e teatral com os lábios, sinalizando a vontade de um beijo inocente, e ao mesmo tempo quente como o calor que faz por aqui no verão. Me animei e num raro lampejo de maturidade e coragem, botei a língua pra fora, girando a pontinha  num movimento nada-sexy, diria até meio escroto. Ela riu, baixou levemente os olhos, me achando um retardado. Eu me estufei de orgulho por conseguir tirar aquele riso lindo, daquela garota estranha.
O semáforo abriu e a gente parou de se ver. Ela tinha descido naquele ponto. Ainda me virei todo para dar uma última olhada por cima do ombro. Não tinha como dar certo mesmo. Estávamos em lugares diferentes da relação, vivendo em direções opostas, querendo coisas diferentes, momentos diferentes e a coisa andava rápida demais entre nós, imagina só,  e acho também que as amigas dela não gostavam de mim, tinham uma ponta de inveja e ciúmes. Mas foi bom o quanto durou o encanto e inesquecível, enquanto duraram aqueles trinta segundos.
Mas como eu disse, hoje é sexta, e se eu achar uma garota que valha a pena me encantar, que seja por apenas trinta segundos, ou pela vida toda, já valeu tudo isso...

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

SINTO SAUDADES DO NADA




Guardo algumas coisas em caixinhas, lembranças, presentes, agendas e cartas, de pessoas importantes, ou que se fizeram importantes, ou mesmo que me marcaram em algum momento de minha vida. Vez por outra busco remexer nessas lembranças até mesmo como uma prática saudável das lembranças e encontrei um bilhete em papel azul, letra bonita, redonda, bem feita, ainda com um cheiro de perfume de mais de duas décadas, e o conteúdo, escrito como um desabafo

"Sinto sua falta me pegando, de surpresa, como uma qualquer que conheceu na rua. Não sou muito romântica, dessas de jantar à luz de vela e toda essa parafernália. Por mim, a gente pula na cama para a cena de sexo. Você me diz que eu tenho muita testosterona, às vezes brinca de me pedir emprestado. Você acha que a gente não precisa fazer todos os dias. Falo que não sou romântica, mas sou. Escuta, de uma vez, eu poderia dizer que voltamos à estaca zero, mas esta foi cravada no dia que a gente se encontrou, do nada, nos olhamos. Depois de tirar um pouco os pés do chão, caímos juntos e abraçados num poço escuro e vazio e sem fim. Agora estamos no negativo, a gente simplesmente deve algo um pro outro. E nem vem, não adianta, quem ama o difícil, muito fácil lhe parece. Sei da sua indolência, sua indecência mas quero tentar mesmo assim, teu passado não me interessa, porque já não dá mais pra passar um dia sem que minha história conte um pouco da sua. Cada vez que eu for até sua boca, é um degrau de subida, uma subida sem final,  a gente já foi fundo, fundo demais, não há mais como cair. De agora em diante, o maior risco que a gente corre é ser feliz."

Juro que tentei me lembrar mais, mas a única lembrança é do gosto do batom de uma despedida no aeroporto, do desse bilhete no bolso, e um horizonte infindável...